sábado, 8 de janeiro de 2011

Ele deve crescer e eu diminuir

       João respondeu: «Ninguém pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do Céu. Vós próprios sois testemunhas de que eu disse: ‘Não sou o Messias, mas aquele que foi enviado à sua frente’. Quem tem a esposa é o esposo; e o amigo do esposo, que o acompanha e escuta, sente muita alegria ao ouvir a sua voz. Essa é a minha alegria, que agora é completa: Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3, 22-30).

       Neste Domingo celebraremos o Baptismo de Jesus. O texto do Evangelho deste Sábado aponta no mesmo sentido. O baptismo de Jesus dá lugar à Sua missão. João Baptista preparou este dia. Doravante, a missão de João Baptista é apontar mais em concreto para o Messias.
       Por outro lado, veja-se a manifestação de alegria por parte de João. Já no seio materno, aquando da Visitação de Nossa Senhora à Sua prima Isabel, João Baptista exultou de alegria ao sentir a voz de Maria e a presença do Messias no ventre de Sua Mãe.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Jardim de encantos

Nossa existência é um jardim de encantos,
Alegrias, flores, risos, dores, prantos,
Abrigo de ervas, de culturas mil.
Regatos despontam de dolentes fontes,
Alvoradas rompem por detrás dos montes,
Resplandece a vida num clamor febril.

Surgem os amores, ardem corações,
Curvam-se vontades ante as tentações
De humanos desejos, temperando vidas.
Mas as tempestades vão rompendo aos poucos
Laços de amizades, nos tornando loucos,
Egoístas, tristes, de almas sofridas.

Sendo esta vida um imenso jardim,
Busquemos tratá-lo, torná-lo, enfim,
Morada de amor, bondade, oração.
Pois se não regarmos os canteiros d’alma,
Se não cuidarmos do jardim com calma,
As daninhas ervas o exterminarão.

(autor Oriza Martins)

Oração do Anoitecer

Boa noite, Pai.
Termina o dia, e a ti entrego o meu cansaço.
Obrigado por tudo e... perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.
Obrigado, também, pelo que me fez sofrer...
Obrigado, porque naquele momento de desânimo me lembrei que tu és meu Pai.
Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação.
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe,compreensiva e carinhosa.
Perdão, também senhor.
Perdão por meu rosto carrancudo.
Perdão porque me esqueci de que não sou filho único, mas irmãos de muitos.
Perdão, Pai, pela falta de colaboração,pela ausência do espírito de servir.
Perdão porque não evitei aquela lágrima,aquele desgosto.
Perdão por ter aprisionado em mim tua mensagem de amor.
Perdão porque não estive disposto a dizer "sim", como Maria.
Perdão por aquele que deveriam pedir-te perdão e não se decidem a fazê-lo.
Perdoa-me, Pai, e abençoa meus propósitos para o dia de amanhã.
Que ao despertar me domine um novo entusiasmo.
Que o dia de amanhã seja um contínuo "sim", numa vida consciente.

Boa noite, Pai. Até amanhã!
 
(autro desconhecido)

Caridade - Mensagem de Reflexão

Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto -- é o prato de sopa.
Para o triste -- é a palavra consoladora.
Para o mau -- é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado -- é o auxílio do coração.
Para o ignorante -- é o ensino despretensioso.
Para o ingrato -- é o esquecimento da ingratidão.
Para o enfermo -- é a visita pessoal.
Para o estudante -- é o concurso no aprendizado.
Para a criança -- é a proteção construtiva.
Para o velho -- é o braço irmão.
Para o inimigo -- é o perdão.
Para o amigo -- é o estímulo.
Para o transviado -- é o entendimento.
Para o orgulhoso -- é a humildade.
Para o colérico -- é a calma.
Para o preguiçoso -- é o trabalho.
Para o impulsivo -- é a serenidade.
Para o leviano -- é a tolerância.
Para o deserdado da Terra -- é a expressão de carinho.

(Xico Xavier)

Morreu o Pe. Samuel, com 47 anos...

       A diocese de Lamego viu partir para eternidade mais uma sacerdote. Na semana passado, o Pe. Alberto Ferreira, com 88 anos de idade. Hoje, o Pe. António Samuel, natural de Cujó, Castro Daire, onde se realizará o funeral no próximo domingo, pelas 16 horas.
       Nascido 1 de Maio de 1963, foi ordenado sacerdote em 13 de Agosto de 1988.
       Actualmente era  Pároco de Vilarouco, Vale de Figueira (a Velha) e Valongo dos Azeites, todas do Arciprestado/Concelho de São João da Pesqueira. Era também Professor de EMRC.
       As primeiras informações, sintéticas, é que foi encontrado, de manhã, na sua cama, sem vida.
       Associemo-nos por ele em oração, pedidno pelos seus familiares, paroquianos e alunos...

Deus dá-nos a vida eterna, em Jesus Cristo!

       São três que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; e os três estão de acordo. Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior, porque o testemunho de Deus consiste naquele que Ele deu de seu Filho. Quem acredita no Filho de Deus tem em si mesmo este testemunho. Quem não acredita em Deus considera-O um mentiroso, porque não acredita no testemunho dado por Deus acerca de seu Filho. E o testemunho é este: Deus deu-nos a vida eterna e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Escrevo-vos estas coisas, para saberdes que tendes a vida eterna, vós que acreditais no nome do Filho de Deus.

       As palavras do Apóstiolo São João às Igrejas de Deus são de confiança, incentivando à fé em Jesus Cristo, de forma a viver como Ele, para chegarmos a viver na lógica da vida eterna. O amor vem de Deus, quem ama permanece em Deus. Quem ama conhece a Deus. A maneira de termos acesso a Deus é amar.
       Na senda do que ouvimos nos dias anteriores, hoje acentua-se a dinâmica da fé em Jesus Cristo. Deus dá-nos a vida eterna. A vida eterna está no Seu Filho, Jesus Cristo. Quem tem o Filho, quem O segue, tem, com Ele e por Ele, a vida eterna.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VIVER, UM ESPETÁCULO!

Viver é um espetáculo imperdível...
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência.
Lembre-se sempre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar
para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".

Faça da sua vida um canteiro de oportunidades.
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, comece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas é usar as lágrimas para irrigar a tolerância, usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível...

(autor Augusto Cury)

Deus pode...


Quando o sonho se desfaz,
Deus reconstrói.
Quando se acabam as forças,
Deus renova.

Quando é inevitável conter as lágrimas,
Deus dá alegria.
Quando não há mais amor,
Deus o faz nascer.

Quando a maldição é certa,
Deus transforma em benção.
Quando parecer ser o final,
Deus dá novo começo.

Quando a aflição quer persistir,
Deus nos envolve com a paz.
Quando a doença assola,
Deus é quem cura.

Quando o impossível se levanta,
Deus o torna possível.
Quando faltam as palavras,
Deus sabe o que queremos dizer.

Quando tudo parece se fechar,
Deus abre uma nova porta.
Quando você diz: não vou conseguir,
Deus diz: Não temas, pois estou contigo

O Corpo humano e os seus membros

       O corpo humano:
       É uma harmonia perfeita, tudo trabalha às mil maravilhas, a maior parte dos dias não nos perguntamos como funciona, a não ser que estejamos doentes. A mão não pergunta por que é que leva a comida à boca. A boca não se incomoda com o que acontecerá à comida que passa por si. As pernas levam-nos ao lugar da comida...
       Porém nem sempre foi assim.
       Um dia, os diversos membros do corpo humano começaram a interrogar-se sobre o seu papel, ou a sua função, por que é que faziam isto ou aquilo e não deviam simplesmente descansar.
       As pernas e os pés disseram:
       – As mãos e a boca que trabalhem, já estamos fartos de andar à procura de comida e ninguém nos agradece.
       As mãos do mesmo modo:
       – Já é tempo de a boca se esforçar e pegar ela na comida, não somos criadas de ninguém.
       A boca ao ver que nem os pés se encaminhavam para a comida, nem as mãos se moviam para pegar em alguma coisa, também desistiu:
       – Porque é que me hei-de preocupar? Sempre fiz a minha parte! Fiz com que o alimento, através de mim, chegasse ao estômago, nunca recebi qualquer agradecimento, não me abrirei para deixar entrar a comida, não vou desperdiçar as minhas energias!
       Bom, o estômago ainda reclamou, não percebia porque é que estava há tantas horas sem receber alimento. Procurou saber o que se passava. Informaram-no que os pés, as mãos, a boca, estavam em greve e se recusavam a trabalhar. E o estômago começou a ficar cada vez mais incomodado, mas pouco a pouco foi-se conformando:
       – Têm razão, mal eles sabem da minha canseira, senão já há muito tempo tinham feito greve. Não há um minuto, um segundo em que eu não esteja em movimento, de ora em diante vou repousar. Não me chateiem. Tenho direito a descansar, nunca ouvi uma palavra de agradecimento por trabalhar o alimento para que o corpo funcione...
       Entretanto, o tempo ia passando, e cada um dos membros do corpo mantinha com firmeza a sua posição. E à medida que as horas avançavam os membros começaram a sentir uma certa sonolência, mas julgaram que era resultado do descanso e que daí não viria mal ao mundo.
       E o tempo foi passando... foi passando... foi passando... E o corpo cada vez mais mole, mais fraco, e ninguém queria dar parte fraca. As pernas já não se sentiam, estavam a ficar roxas, frias... As mãos estavam caídas sobre o corpo... A boca de quando em vez ainda fazia um ligeiro esforço para se abrir, mas acabava por desistir por achar que não valia a pena desperdiçar energias.
       E o tempo ia passando... ia passando...

PALAVRA de DEUS:

       Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.
       O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: “Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: “Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido, onde estaria o olfacto?
       Deus, porém dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.
       Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria. (1 Cor 12, 12-31).

Quem ama a Deus ame também o seu irmão.

       Nós devemos amar, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: «Amo a Deus» e odiar o seu irmão, é mentiroso. Quem não ama o seu irmão, que vê, não pode amar a Deus, que não vê. É este o mandamento que recebemos d’Ele: quem ama a Deus ame também o seu irmão. Quem acredita que Jesus é o Messias nasceu de Deus e quem ama Aquele que gerou ama também o que d’Ele nasceu. Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus, cumprindo os seus mandamentos, porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos (1 Jo 4, 19 – 5, 4).

       Continuamos com a primeira Epístola de São João, onde se acentua a origem do Amor, o próprio Deus, foi Ele que nos amou primeiro, e a consequência desse amor, amarmo-nos como irmãos. Por outro lado, uma conclusão óbvia do Apóstolo, quem ama a Deus ama também o seu irmão, ou é mentiroso, uma vez que não é possível separar o amor de Deus do amor ao próximo, seria uma contradição intransponível. O amor a Deus conduz, inevitalvelmente, à concretização desse amor na relação com o nossso semelhante.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Valor das Pequenas Coisas

Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.
Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.
Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.
Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.
Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.
Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.
Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.
Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.
Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.
Em cada oração que não faço, eu peco.
Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.
Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.
Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.
Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.
Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.
Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.
Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: Amém!

(autor Roque Schneider)

Deus, responde-me!

Que adianta a beleza
do meu palacete,
se não sou capaz de oferecer
uma cama a quem dorme na calçada?

Que adianta ter mesa farta,
onde há do bom e do melhor,
se não sou capaz de levar a ela
uma criança desamparada?

Que adianta matar a fome
do meu estômago,
se não consigo
ter fome de Ti?

Que adianta eu viver
de festas e fanfarras,
se meu espírito
não está em sintonia Contigo?

Que adianta eu cultivar rosas
e encher-me de beleza,
se atiro espinhos
sobre os irmãos?

Que adianta eu falar de paz,
se não sou capaz
de perdoar meu adversário,
meu amigo e meu inimigo?

Que adianta dominar o mundo,
abarcar a terra,
se a morada do meu coração
acha-se desabitada?

(autor desconhecido)

A vida que brota do Espírito

       A vida que Jesus veio trazer é uma vida que não depende da força de vontade. Brota do Espírito de Deus e activa e transforma nosso espírito. É uma vida baseada em infusão - o Espírito de Deus infunde meu espírito; os desejos mais profundos, os anseios e os sonhos de Deus tornam-se meus. É esse o caminho - e o único caminho - para a liberdade e a satisfação de preferir a vontade de Deus à minha.»

David G. Benner, em "Desejar a vontade Deus", in Conhecer e seguir Jesus.

Amando-nos, Deus permanece em nós!

       Se Deus nos amou tanto, também nós devemos amar-nos uns aos outros. A Deus ninguém jamais O viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito. Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito. E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. Nós conhecemos o amor de Deus por nós e acreditamos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Nisto se realiza a perfeição do amor de Deus em nós, porque somos neste mundo como é Jesus e assim temos plena confiança no dia do juízo. No amor não há temor; o amor que é perfeito expulsa o temor, porque o temor supõe um castigo. Quem teme não é perfeito no amor (1 Jo 4, 11-18).

       O texto da Epístola de São João é expressivo, não deixando margens para dúvidas. A origem do Amor, é Deus. Ele amou-nos primeiro. Criou-nos, enviou-nos o Seu próprio Filho. A Deus ninguém O viu. Jesus mostrou-nos o rosto de Deus: Pai de Mesiricórdia. Para conhecermos a Deus basta amarmos, confessando que Jesus é o Filho de Deus. Neste mundo, diz-nos o Apóstolo, devemos ser como Jesus e assim se manifestará a presença de Deus em nós.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os Reis Magos

Diz a Sagrada Escritura
Que, quando Jesus nasceu,
No céu, fulgurante e pura,
Uma estrela apareceu.
Estrela nova ... Brilhava
Mais do que as outras; porém
Caminhava, caminhava
Para os lados de Belém.
Avistando-a, os três Reis Magos
Disseram: “Nasceu Jesus!”
Olharam-na com afagos,
Seguiram a sua luz.
E foram andando, andando,
Dia e noite a caminhar;
Viam a estrela brilhando,
sempre o caminho a indicar.
Ora, dos três caminhantes,
Dois eram brancos: o sol
Não lhes tisnara os semblantes
Tão claros como o arrebol
Era o terceiro somente
Escuro de fazer dó ...
Os outros iam na frente;
Ele ia afastado e só.
Nascera assim negro, e tinha
A cor da noite na tez :
Por isso tão triste vinha ...
Era o mais feio dos três !
Andaram. E, um belo dia,
Da jornada o fim chegou;
E, sobre uma estrebaria,
A estrela errante parou.
E os Magos viram que, ao fundo
Do presépio, vendo-os vir,
O Salvador deste mundo
Estava, lindo, a sorrir
Ajoelharam-se, rezaram
Humildes, postos no chão;
E ao Deus-Menino beijaram
A alava e pequenina mão.
E Jesus os contemplava
A todos com o mesmo amor,
Porque, olhando-os, não olhava
A diferença da cor ...

(autor Olavo Bilac)

SONETO PARA UM JOVEM

Encontrando um velhinho, dá-lhe a mão,
Porque já foi na vida o que és agora.
Sentiu nascer-lhe o sol no coração.
Sorriu de encantamento à luz da aurora.

Sofreu talvez pela existência fora,
Lavrando a terra, desbravando o chão.
Hoje a saudade só lhe lembra outrora,
Aqueles tempos que tão longe vão.

Não lhe negues o amparo dos teus braços.
Põe os teus olhos nos seus olhos baços
E ouve-lhe a voz de aviso e de conselho.

O que lhe faças, por amor e bem,
Assim, um dia, te farão também,
Quando chegares - Deus o queira! - a velho.

(autor Moreira das Neves)

2011, com Deus

        A todos os que por aqui passarem o desejo de um ano de 2011 preenchido com a bênção misericordiosa de Deus, nosso Pai, de Jesus Cristo, nosso irmão e Senhor, e do Espírito Santo que nos dá vida e nos santifica.
       Para o crente cristão o Natal é também a referência para o início do ano que começa. Com efeito, a nossa cronologia refere-se a Jesus Cristo e ao Seu nascimento. Há-de ser Ele a iluminar o nosso caminho, o nosso ano, cada ano, cada mês, cada dia, cada hora, cada segundo, cada momento da nossa existência, na relação com os outros.
       Para que se torne mais evidente a centralidade de Cristo na vida do cristão, este voto de ano novo, evocando a presença do Deus que Jesus Cristo nos revela, um Deus próximo, o Emanuel, Deus connosco.
       Aos que nos visitaram ao longo do ano passado e que nos visitarão durante este ano de 2011. Aos que vieram e ficaram, e aos que passaram e não voltaram, aos que nos seguem com atenção e àqueles que comentam um ou outro post, ajudando a que a reflexão se clarifique, ou como partilha que nos une em Jesus Cristo e na vivência como cristãos na Igreja, ou, simplemente, nos incentivam a continuar.
        Este como outro espaço pode resultar na "casmorrice" dos seus autores, mas vale sobretudo por aqueles que aqui chegam, incentivando-nos, seguindo-nos, visitando-nos. Muito obrigado.
       Que o ano de 2011 se faça na e com a presença de Deus Amor. Deixemo-nos conduzir por Ele, e não saíremos defraudados.

O riso de Sara(i)

Abrão tem agora noventa e nove anos de idade.
“Tereis de continuar a confiar em mim” – disse Deus, – “o teu nome deixará de ser Abrão e passará a ser Abraão: o Pai de muitas nações. O nome da tua esposa deixará de ser Sarai e passará a ser Sara: princesa. Ela será a mãe de muitas nações.
Abraão abanou a cabeça. “Somos ambos velhos” – argumentou, – “porque não deixar Ismael ser meu herdeiro?”
“A promessa que te fiz há tanto tempo irá concretizar-se através do filho de Sara” – respondeu Deus, –“irás chamá-lo de Isaac”.
Abraão aceitou a promessa de Deus. Não demorou muito até à chegada de três visitantes.
Abraão apressou-se a saudá-los. “por favor, bebam alguma água”  – disse ele, “e tomem uma refeição para vos fortalecer”. Correu até Sara e pediu-lhe que começasse a cozinhar. Abraão ofereceu aos homens comida, enquanto Sara permanecia na tenda.
“Onde está a vossa esposa?” – perguntaram eles e Abraão explicou-lhes. Eles pediram-lhe para que se aproximasse.
“Daqui a nove meses ela será mãe, e vós sereis pai de um menino!” – sussurraram.
Sara não pôde deixar de escutar. “Com a minha idade!” – pensou, – “aqueles homens não sabem o que dizem!” Ao pensar na tolice destes deu uma valente gargalhada.
Deus falou a Abraão: “Porque se riu Sara? Ela não acredita que posso dar-vos um filho?”
Quando Sara se apercebeu que Abraão sabia da sua reacção de desdenho, teve medo. “Eu não me ri!” “Sim, riste” foi a resposta. Era a voz de Deus que falava.

“Querido Deus, obrigado, pois tudo o que prometeis pode concretizar-se”

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Dezembro 2010.

Amemo-nos, porque o amor vem de Deus

       Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados (1 Jo 4, 7-10).

       A Epístola de São João é taxativa, amemo-nos uns ao outros porque o amor vem de Deus. Amar é a única maneira de conhecer Deus e de n'Ele permanecermos, já que Deus é Amor. Se vimos de Deus, se a nossa filiação é divina, a consequência lógica é que nos amemos, para desse modo potenciarmos o Amor de Deus em nós...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Santíssimo Nome de Jesus

       Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno. Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.

Oração de colecta:
       Concedei-nos, Senhor, que, venerando o santíssimo Nome de Jesus, saboreemos nesta vida a suavidade deste nome e recebamos no Céu a felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os Magos, vindos do Oriente, regressam por outro caminho. E nós?

       “Vimos a sua estrela e viemos adorá-l’O” (Mt 2,2).
       O Papa João Paulo II, na sequência das Jornadas Mundiais, escolheu um trecho do Novo Testamento, acompanhado da habitual Mensagem, convidando os jovens a abrir o coração e a vida a Jesus Cristo.
       O convite foi lançado, ir a Colónia, na Alemanha, numa atitude de busca, de encontro celebrativo, de missão e anúncio de Jesus Cristo.
       Com efeito, a vida cristã assume esta tripla dimensão, de procura, de contemplação e de compromisso.
       Os magos do Oriente, deixaram-se guiar por uma estrela, procuraram interpretar os sinais do tempo, saindo em busca da verdade, do sentido para as suas vidas. Saem do comodismo das suas terras, das suas casas, libertam-se do que lhes é acessório e dispensável para aprofundar o caminho da felicidade.
       O segundo momento é o da oração, da contemplação, da adoração. Prostraram-se diante de uma criança. No despojamento, encontram a razão de tudo, de todo o sonho, de toda a busca, do sentido mais profundo das suas vidas.
       Mas depois voltam por outro caminho. É o terceiro momento. Como acentuou o nosso Bispo na Jornada Diocesana da Juventude, em Cinfães, voltam convertidos a outro caminho, comprometidos em anunciar o que viram. Não faz mais sentido voltarem pelo mesmo caminho.
       Em diferentes situações, encontrámos este itinerário de busca e de encontro, de conversão e de envio, de compromisso.
       Dois discípulos de João Baptista seguiam Jesus. Voltando-Se Jesus perguntou-lhes: que buscais?! Eles responderam: Mestre, onde moras?! E Jesus, por sua vez, respondeu-lhes: vinde e vereis! Eles foram e ficaram com Ele (Jo 1, 35-51). Vê-se claramente a procura, o encontro com Jesus, o permanecer junto a Ele, para mais tarde serem anunciadores.
       Sintomático também o encontro de Jesus com os discípulos de Emaús. Seguiam pelo caminho, Jesus coloca-Se no meio deles, faz com eles um caminho de descoberta, de busca, de esclarecimento. Celebra com eles. Depois da refeição e da oração, eles partem para anunciar Jesus aos outros discípulos (Lc 24, 13-35).
        (Estamos num mês especialmente celebrativo, com as festas da catequese, com os encontros, com uma ou outra celebração. Acreditamos que sejam um momento importante na vida da comunidade e dos cristãos. Mas importa não esquecer o caminho feito, as descobertas, o esforço, a dedicação, de meses ou de anos. Por outro lado, é essencial tomar consciência que é mais um ponto de partida, para o compromisso com os outros, com a comunidade, com a sociedade).
       E nós?! Acomodámo-nos – já fizemos a nossa festa – ou partimos como os magos?! Ficamos a olhar o nosso umbigo, o nosso grupo, satisfeitos pelo brilharete, pelas palmas, ou aprofundámos a nossa relação pessoal e comunitária com os outros?! Defendemos a nossa Igreja, a nossa quinta, ou inserimo-nos cada vez mais na Igreja de Jesus Cristo?

Editorial Voz Jovem, Maio 2005.

(O texto entre parentesis, in supra, refere-se ao mês de Maio, mas quisemos partilhar esta reflexão à volta da Epifania, a manifestação gloriosa de Jesus vivida pelos Magos do Oriente).

Epifania do Senhor!...

Epifania

A caminho da estrela… Os magos tinham o hábito de perscrutar os astros. Eles viram uma estrela, sem dúvida nova para os seus olhos, então puseram-se a caminho… Aquele que procuravam parece querer fazer-se conhecer, um sinal basta para estes magos. Param, experimentam uma grande alegria, prostram-se e oferecem os seus presentes. A criança que eles descobrem não é uma criança como as outras: é rei, então oferecem-lhe oiro; é Deus, então queimam incenso; passará pela morte antes de ressuscitar, então apresentam a mirra. Para o regresso, não têm necessidade de estrela. Deus convida-os a regressar por outro caminho. O verdadeiro rei não é Herodes, mas esta criança que acaba de nascer.
.
• Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação… Somos pessoas atentas aos “sinais” – isto é, somos capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus? Procuramos perceber nos “sinais” que aparecem no nosso caminho a vontade de Deus?

• Os “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem, ao nosso computador? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

• Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.

Vídeo: Epifania do Senhor


Retirado de "Faz-te ao largo"

Santa Maria, Mãe de Deus...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz


LIBERDADE RELIGIOSA É CAMINHO PARA A PAZ

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz (Resumo )

Os cristãos são as principais vítimas de perseguição religiosa no mundo, afirma o Papa Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, que se assinala a 1 de Janeiro. O Santo Padre destaca a situação de violência contra as comunidades cristãs no Iraque, condenando o ataque, em 31 de Outubro passado, à catedral siro-católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Bagdade, que provocou a morte a mais de 50 fiéis e a dois sacerdotes.

No texto, intitulado «Liberdade religiosa, caminho para a paz», Bento XVI considera ser «doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal».

«Noutras regiões há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos», refere o Papa. No caso do Ocidente, lamenta «a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho».

Para o Papa, «a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade de coacção, mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade». A pessoa «não deveria encontrar obstáculos se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma».

Bento XVI deixa votos de que a Europa saiba «reconciliar-se» com as suas raízes cristãs, que considera «fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história».

É HORA DE PAZ


E fez-se então, a hora da paz

Os povos calaram-se
simultaneamente
E ouviram a voz das águas
Das montanhas, da natureza
Dos animais, e nada mais
O ar soprou forte
Fazendo folhas rodopiarem
Ninguém agiu nem falou
Ninguém se moveu
E então,
A humanidade entrou
Na imensidão do silêncio
E vivenciou
A mais perfeita paz
Naquela hora
Nenhuma arma foi accionada
Nenhuma máquina foi ligada
Nenhuma agressão foi cometida
Nenhuma sirene soou
Nenhum alarme disparou
Apenas funcionava
O que da vida cuidava
E, pela primeira vez
A humanidade conheceu a paz
Minutos antes de terminar
Todos estavam armados
Com uma pequena semente
Que ao soar o sinal programado
Foram lançadas à terra
Em todo o mundo
A paz foi semeada
Na Terra
E no coração
De cada um
O sábio que profetizou
A hora da paz
Proclamou à humanidade:
E uma nova linguagem há de vir
Há de vir para ficar
Que traduz união
Justiça, igualdade
É a linguagem da paz
Somos todos irmãos
Somos todos iguais
Somos filhos da Terra
do Sol, da Água, do Ar
Somos todos peregrinos
Por esta Terra a viajar
Entrando para o novo milénio
Com a mais intensa missão
A missão de promover a paz
Uma nova linguagem
Há de vir
Há de vir para pacificar
Que traduz a Fé
A esperança, o amor
É a linguagem da paz
Que será falada, sentida, cantada
De norte a sul, de leste a oeste
Em todo planeta terrestre
Ecoará pelos confins da alma
E se expandirá pelo imenso universo
É a linguagem da paz
Que todos conhecerão
Que virá de dentro de cada ser
Para promover a união
Até que um só povo
Um povo multicor
De mãos dadas dançará
Entoando a mais bela canção
Todos a uma só voz
Unidos
Em nome da PAZ!

Retirado do blogue "Revista Cotovia"