A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus.
Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
No dia 21 de junho, o Papa Francisco encontrou-se com os jovens, na Viagem Apostólica a Turim. Eis a mensagem que dirigiu aos jovens, válido também para cada um de nós e nossas comunidades:
Queridos jovens,
Agradeço-vos esta calorosa receção! E obrigado pelas vossas perguntas, que nos levam ao coração do Evangelho.
A primeira, sobre o amor, questiona-nos sobre o sentido profundo do amor de Deus, que nos é oferecido pelo Senhor Jesus. Ele mostra-nos até onde chega o amor: até ao dom total de si próprio, dando a sua vida, como contemplamos no mistério do Santo Sudário, quando nele reconhecemos o ícone do '' amor maior. " Mas este dom de nós mesmos não deve ser imaginado como um raro gesto heroico ou reservado para uma qualquer ocasião excecional.
Podemos de facto assumir o risco de cantar o amor, de sonhar o amor, de aplaudir o amor...sem deixarmo-nos tocar e envolver com ele! A grandeza do amor revela-se no cuidar das pessoas necessitadas, com lealdade e paciência; por isso é grande no amor quem sabe fazer-se pequeno para os outros, como Jesus, que se fez servo.
Amar é fazer-se próximo, tocar a carne de Cristo nos pobres e, nos últimos, abrir à graça de Deus as necessidades, os apelos, as solicitações das pessoas que nos circundam. O amor de Deus, assim, entra, transforma e torna grandes as coisas pequenas, torna-as sinal da sua presença. S. João Bosco é nosso mestre, precisamente, pela capacidade de amar e educar a partir da proximidade que ele vivia com os rapazes e os jovens.
À luz desta transformação, fruto do amor, podemos responder à segunda questão, sobre a falta de confiança na vida. A falta de emprego e de perspetivas para o futuro, certamente, ajuda o movimento da própria vida, colocando muitos na defensiva: pensar em si mesmos, gerir o tempo e os recursos de acordo com o seu próprio bem, limitar os riscos de qualquer generosidade...São todos sintomas de uma vida mantida e preservada a todo custo e que, no final, pode levar à resignação e ao cinismo.
Jesus ensina-nos, ao invés, a percorrer a estrada oposta: ‘Quem quiser salvar a sua própria vida perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por minha causa, salvar-se á’ (Lc 9:24). Isto significa que não devemos atender a circunstâncias externas favoráveis, para metermo-nos, verdadeiramente no jogo, mas que, pelo contrário, apenas empenhando a vida – conscientes de perdê-la – criamos para os outros e para nós as condições de uma nova confiança no futuro.
E aqui os meus pensamentos vão espontaneamente para um jovem que realmente passou assim a sua vida, tornando-se um modelo de confiança e ousadia evangélica para as jovens gerações de Itália e do mundo: o Beato Pier Giorgio Frassati. Um dos seus lemas era: "Viver e não ir vivendo." Esta é a estrada para experimentar em plenitude a força e a alegria do Evangelho. Assim, não só encontrareis confiança no futuro, mas conseguireis gerar esperança entre os vossos amigos e nos ambientes em que viveis.
Uma grande paixão de Pier Giorgio Frassati era a amizade. E a vossa terceira pergunta, dizia exatamente: como viver a amizade de uma forma aberta, capaz de transmitir a alegria do Evangelho? Soube que esta praça nas noites de sexta-feira e sábado, é muito frequentada pelos jovens. Assim acontece em todas as nossas cidades e vilas.
Penso que alguns de vós encontrais-vos aqui ou noutros lugares com os vossos amigos. E então faço-vos uma pergunta – que cada um pense e responda dentro de si mesmo: nesses momentos, quando estais em companhia, conseguis fazer transparecer a vossa amizade com Jesus nas atitudes, no modo que vos comportamentais? Pensais, algumas vezes, mesmo no tempo livre, no lazer, que sois pequenos ramos ligados à videira que é Jesus?
Garanto-vos que pensando com fé nesta realidade, sentireis correr em vós a "força vital" do Espírito Santo, e levareis frutos, quase sem vos aperceberdes: sabeis ser corajosos, pacientes, humildes, capazes de partilhar, mas também de diferenciar-vos, de alegrar-vos com quem se alegra e chorar com quem chora, sabereis gostar de quem não nos quer bem, responder ao mal com o bem. E, assim, anunciareis o Evangelho!
Os Santos e as Santas de Turim ensinam-nos que cada renovação, mesmo aquela da Igreja, passa através da nossa conversão pessoal, através daquela abertura do coração que acolhe e reconhece as surpresas de Deus, impulsionado pelo amor maior (cf. 2 Cor 5 , 14), que nos faz amigos também das pessoas, em sofrimento e marginalizadas.
Queridos jovens, juntamente com estes irmãos e irmãs maiores que são os santos, na família da Igreja, temos uma Mãe, não nos esqueçamos! Desejo que confieis plenamente nesta terna Mãe que indicou a presença do '' amor maior "precisamente no meio dos jovens, nesta festa de núpcias. A Nossa Senhora "é a amiga sempre atenta, para que não venha a faltar o vinho na nossa vida" (ibid., N. Evangelii Gaudium, 286). Rezemos para que não nos deixe faltar o vinho da alegria!
Obrigado a todos! Deus abençoe todos vós. E, por favor, rezai por mim.
Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu:
– Quero mais a meu pai, do que à luz do Sol.
Respondeu a do meio:
– Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
A mais moça respondeu:
– Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal.
O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu para ser cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia: foi passando, até que foi chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza.
Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei, seu pai, e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não deitou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que não comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa por que é que o rei não comia? Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha:
– É porque a comida não tem sal.
O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito, que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.
A chegar ao final do ano catequético, a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição viveu mais uma festa da catequese, desta feita sublinhando as Bem-aventuranças, na Eucaristia de sábado, 20 de junho de 2015, com os adolescentes jovens do 7.º Ano de Catequese.
Depois da introdução à Eucaristia e à Festa das Bem-aventuranças, feita pela catequista, o grupo deu destaque ao ofertório, com sinais e símbolos, o pão e o vinho, a bússola, a flor, a vela e a luz, a cruz. No momento de ação de graças uma flor para Nossa Senhora e uma oração.
Oração a Nossa Senhora das bem-aventuranças
Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa Bem-aventuranda és Tu porque acredistaste em tudo o que Te foi dito da parte de Deus. Os teus dias não foram todos iguais: Houve dias de dor e de aflição Dias de alegria e conformação Dias cizentos e de lágrimas Dias de festa e de graças Os teus dias não foram todos iguais! Igual sempre a Tua confiança e abandono nas mãos do Pai. Felizes seremos se em Deus colocarmos, como Tu, ó Mãe a nossa confiança e a nossa vida.
Se, com humildade, soubermos acolher o que vem de Deus: Faça-me em Mim segundo a Tua vontade... Se com coragem escutarmos o que Tu nos dizes: “Fazei tudo o que Ele vos disser”... Certos que o que Jesus nos quer nos aproxima uns dos outros Certos que o que Jesus nos pede, nada nos retira, ou nos castiga Mas faz-nos ser bem-aventurados, felizes, por nos gastarmos no melhor de nós e darmos sentido aos dons e aos talentos que recebemos.
Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa Que nos teus braços de Mãe, nos sintamos amados e, como Tu, ó Mãe, nos demos por inteiro para que também nós sejamos bem-aventurados!
Obrigado, Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, porque no Teu olhar nos encontramos como irmãos de Jesus e nos assumimos como filhos Teus…
Avé-Maria...
Fotos que registam e fixam esta celebração na vivência comunitária da fé:
Disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso vos digo: «Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura? E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?’ Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado» (Mt 6, 24-34).
Uma leitura mais atenção da Mensagem que Jesus dirige aos Seus discípulos para nos sentirmos também envolvidos na dinâmica da Palavra de Deus, tomando consciência que somos chamados e enviados em missão, colocando Deus em primeiro lugar, como prioridade, e n'Ele a nossa inteira confiança. Podem falhar os amigos, a riqueza material pode desfazer-se ou, em qualquer caso, não nos satisfazer, mas Deus nunca falha.
Não é possível servir a dois senhores. A nossa opção clara, como cristãos, deverá ser servir a Deus e à Sua Palavra de perdão e de caridade, sem limites. Como discípulos procuremos primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, o resto, promete-nos Jesus, virá por acréscimo.
Nos tempos que passam, a preocupação pelo futuro é significativa. No entanto, se a nossa concentração se focar apenas no amanhã, no futuro que a Deus pertence, corremos o sério risco de hoje não vivermos a nossa vida, de hoje não valorizarmos o que temos e sobretudo o que somos. A cada dia o seu cuidado. Jesus desafia-nos a
vivermos o hoje, na certeza de que Deus é o nosso futuro e Ele assegurará o amanhã.
As preocupações com o dia a dia não devem paralisar a esperança e o compromisso com a transformação do mundo em que vivemos. Façamos hoje o que temos a fazer. Façamo-lo bem, o melhor que soubermos e pudermos, para que ao avançarmos para amanhã tenhamos a certeza que tudo fizemos para sermos felizes e para que os outros descobrissem em nós a bênção de Deus.
Praça de São Pedro, Vaticano, 27 de fevereiro de 2013
Venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado!
Ilustres Autoridades!
Amados irmãos e irmãs!
Agradeço-vos por terdes vindo em tão grande número a esta minha última Audiência Geral.
De coração, obrigado! Sinto-me verdadeiramente comovido e vejo a Igreja viva! E acho que devemos dizer obrigado também ao Criador pelo bom tempo que nos dá agora, ainda no Inverno.
Como fez o Apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto em meu coração que devo sobretudo agradecer a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento, alarga-se o horizonte do meu espírito e abraça toda a Igreja espalhada pelo mundo; e dou graças a Deus pelas «notícias» que pude receber, nestes anos de ministério petrino, acerca da fé no Senhor Jesus Cristo, da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e orienta para a vida em plenitude, para a pátria do Céu.
Sinto que tenho a todos comigo na oração, num presente que é o de Deus, onde reúno cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Reúno tudo e todos na oração, para os confiar ao Senhor, pedindo-Lhe que tenhamos pleno conhecimento da sua vontade, com toda a sabedoria e inteligência espiritual, e possamos comportar-nos de maneira digna d’Ele, do seu amor, dando frutos em toda a boa obra (cf. Col 1, 9-10).
Neste momento, reina em mim uma grande confiança, porque sei, sabemos todos nós, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, dá frutos por todo o lado onde a comunidade dos fiéis o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.
Quando, no dia 19 de Abril de quase oito anos atrás, aceitei assumir o ministério petrino, uma certeza firme se apoderou de mim e sempre me acompanhou: esta certeza de que a Igreja vive da Palavra de Deus. Naquele momento, como já disse várias vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedis isto…, uma coisa imensa!? Este é um grande peso que me colocais sobre os ombros, mas se Vós mo pedis, à vossa palavra lançarei as redes, seguro de que me guiareis, mesmo com todas as minhas fraquezas. E, oito anos depois, posso dizer que o Senhor me guiou verdadeiramente, permaneceu junto de mim, pude diariamente notar a sua presença. Foi um pedaço de caminho da Igreja que teve momentos de alegria e luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no lago da Galileia: o Senhor deu-nos muitos dias de sol e brisa suave, dias em que a pesca foi abundante; mas houve também momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário – como, aliás, em toda a história da Igreja – e o Senhor parecia dormir. Contudo sempre soube que, naquela barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é d’Ele. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também por meio dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza que nada pode ofuscar. E é por isso que, hoje, o meu coração transborda de gratidão a Deus, porque nunca deixou faltar a toda a Igreja e também a mim a sua consolação, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da Fé, que desejei precisamente para reforçar a nossa fé em Deus, num contexto que parece colocá-Lo cada vez mais de lado. Queria convidar todos a renovarem a confiança firme no Senhor, a entregarem-se como crianças nos braços de Deus, seguros de que aqueles braços nos sustentam sempre e nos permitem caminhar todos os dias, mesmo no cansaço. Queria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que entregou o seu Filho por nós e nos mostrou o seu amor sem limites. Queria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Numa bela oração, que se recita diariamente pela manhã, diz-se: «Eu Vos adoro, meu Deus, e Vos amo com todo o coração. Agradeço-Vos por me terdes criado, feito cristão...». Sim! Estamos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém nos pode tirar! Agradeçamos ao Senhor por isso mesmo todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que também nós O amemos!
Mas não é só a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na condução da barca de Pedro, embora recaia sobre ele a primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho, ao carregar as alegrias e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou junto de mim tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me ajudaram e estiveram ao meu lado. E em primeiro lugar vós, amados Irmãos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou fielmente ao longo destes anos; a Secretaria de Estado e a Cúria Romana inteira, bem como todos aqueles que, nos mais variados setores, prestam o seu serviço à Santa Sé: são muitos rostos que não sobressaem, permanecem na sombra, mas precisamente no silêncio, na dedicação quotidiana, com espírito de fé e humildade, foram para mim um apoio seguro e fiável. Um pensamento especial para a Igreja de Roma, a minha diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Presbiterado, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre senti grande solicitude e profundo afecto; mas também eu amei a todos e cada um sem distinção, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Todos os dias tinha presente cada um de vós na oração, com o coração de pai.
Depois, queria que a minha saudação e o meu agradecimento chegassem a todos: o coração de um Papa abraça o mundo inteiro. E queria expressar a minha gratidão ao Corpo Diplomático junto da Santa Sé, tornando presente a grande família das nações. Aqui penso também a todos aqueles que trabalham por uma boa comunicação, e agradeço-lhes o seu serviço importante.
Neste momento, queria agradecer verdadeiramente do coração também às inúmeras pessoas, de todo o mundo, que nas últimas semanas me enviaram comoventes sinais de atenção, amizade e oração. Sim! O Papa nunca está sozinho, pude experimentá-lo agora mais uma vez e duma maneira tão grande que toca o coração.O Papa pertence a todos, e muitíssimas pessoas se sentem estreitamente unidas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos Chefes de Estado, dos líderes religiosos, dos representantes do mundo da cultura, etc. –, mas recebo também muitíssimas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente com o seu coração e me fazem sentir o seu afecto, que brota do facto de estarmos unidos com Jesus Cristo, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se faz, por exemplo, a um príncipe ou a um grande que não se conhece; mas escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de um vínculo familiar muito afectuoso. Aqui pode-se tocar com a mão o que é a Igreja: não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos. Poder experimentar a Igreja deste modo e quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, num tempo em que muitos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja está viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças tinham diminuído, e pedi a Deus com insistência, na oração, que me iluminasse com a sua luz para me fazer tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja . Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e também novidade, mas com uma profunda serenidade de espírito. Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis, dolorosas, tendo sempre diante dos olhos o bem da Igreja e não a nós mesmos.
Permiti-me, aqui, voltar mais uma vez àquele 19 de Abril de 2005. A gravidade da decisão esteve precisamente no facto de que, daquele momento em diante, me comprometera sempre e para sempre com o Senhor. Sempre: quem assume o ministério petrino deixa de ter qualquer vida privada.Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. A sua vida fica, por assim dizer, totalmente despojada da dimensão privada. Pude experimentar, e estou a experimentá-lo precisamente agora, que um recebe a vida precisamente quando a dá. Eu disse, antes, que muitas pessoas que amam o Senhor, amam também o Sucessor de São Pedro e estão-lhe afeiçoadas; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; é assim, porque deixou de se pertencer a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.
Mas o «sempre» é também um «para sempre»:não haverá mais um regresso à vida privada. E a minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não revoga isto; não volto à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, receções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas permaneço de forma nova junto do Senhor Crucificado.Deixo de trazer a potestade do ofício em prol do governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro. Nisto, ser-me-á de grande exemplo São Bento, cujo nome adotei como Papa. Ele mostrou-nos o caminho para uma vida, que, activa ou passiva, está votada totalmente à obra de Deus.
Agradeço a todos e cada um ainda pelo respeito e compreensão com que acolhestes esta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, através da oração e da reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que procurei diariamente viver até agora, e quero viver sempre. Peço que me recordeis diante de Deus, e sobretudo que rezeis pelos Cardeais, chamados a uma tarefa tão relevante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro. Que o Senhor o acompanhe com a luz e a força do seu Espírito!
Invocamos a materna intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, pedindo-Lhe que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a Ela nos entregamos, com profunda confiança.
Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja; sempre a sustenta mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Nunca percamos esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, habite sempre a jubilosa certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor. Obrigado!
Saudação em português
Amados peregrinos de língua portuguesa, agradeço-vos o respeito e a compreensão com que acolhestes a minha decisão. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua Esposa que vivi até agora e quero viver sempre. Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos Cardeais chamados a escolher o novo Sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica.
Disse Jesus aos seus discípulos:«Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente no que é oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa». (Mt 6, 1-6.16-18).
O bem não precisa de ser anunciado, fala por si. É um pouco como a LUZ. Não é necessário dizer que há luz, mas quando o espaço está bem iluminado é notória. O BEM propaga-se e testemunha-se. Jesus fala do bem, da oração, do jejum, que devem ser praticados não para os outros verem, mas para nos tornarem melhores e mais próximos uns dos outros.
No dia 13 de junho de 2015, as jovens do 9.º Ano de Catequese, celebraram a Festa do Compromisso e envio. Num itinerário de 10 anos, encontram-se já nesta fase final da catequese, pelo que se encontram mais preparadas para assumirem a sua missão como cristãs, em Igreja e em concreto nesta comunidade paroquial. Alguns destes jovens já estão bastante comprometidos na vida da comunidade, no grupo coral, no grupo de jovens e nos acólitos, com a sua presença, entusiasmo e generosidade integram um grupo significativo de jovens cristãos envolvidos nas diferentes atividades pastorais.
Celebração de compromisso, como o Evangelho encenado, de São Mateus (5, 13-19) - Sois o sal da terra... sóis a luz do mundo... compromisso de viverem e testemunharem o Evangelho de Jesus.
Imagens deste dia festivo para este ano, mas sempre para a catequese paroquial e para toda a comunidade.
A consciência de que o cristão é sempre discípulo, está sempre a aprender e com necessidade de descobrir mais e mais a vida de Jesus e do Evangelho... O facto da catequese, ainda que no itinerário catequético de 10 anos, ser um tempo limitado, voltado para crianças e adolescentes, mas que não esgota nem aprendizagens, nem finaliza nenhum curso, mas é um desafio a embrenhar-se mais em Jesus Cristo, também a através da Sagrada Escritura... Nos dias que correm, em todas as áreas, profissões, a necessidade de formação contínua... um pedido de muitas comunidades e muitos cristãos, para que houvesse mais encontros de formação... as Escolas de Vivência da Fé, como espaço de formação, reflexão, convívio, testemunho, oração, são uma proposta insistente do nosso Bispo, D. António Couto, e corresponde à necessidade de responder ao mandato missionário de Jesus: Ide e fazei discípulos
No dia 12 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a última sessão da Escola da Fé, deste ano pastoral de 2014-2015, na nossa paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço, sob a orientação do Pe. António Jorge Giroto, Responsável do Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe, Tabuaço pelas Escolas de Vivência da Fé.
Durante o ano, os diversos encontros centraram-se nas Bem-aventuranças (Mt 5, 1-12); nesta última sessão, a reflexão fixou-se na sétima e a oitava:
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino de Deus.
Algumas fotos deste encontro de formação, convívio e oração:
1 – A vida sempre nos escapa no seu admirável mistério, na compreensão e na vivência. Por mais que reflitamos, por mais experiências que tenhamos, por mais evoluída que esteja a ciência, há sempre um emaranhado de condicionalismos que nos surpreendem. A vida é simultaneamente simples e complexa. Como surge, como evolui no ventre materno, como cresce e se desenvolve o corpo, o cérebro, os sentimentos, a vontade? Como é que somos tão diferentes e tão iguais?
Há quem queira controlar todos os pormenores da vida, para em nada ser surpreendido e há quem constantemente se deixe surpreender mesmo diante de situações que se repetem. Não é possível controlar todos os movimentos da vida. Podemos levar uma vida certinha, alimentar-nos de forma saudável, praticarmos desporto, tentarmos que os sentimentos não nos traiam nem nos levem por caminhos que previamente não escolhemos e, de repente, uma situação inesperada altera a nossa vida, uma doença, a morte de um familiar, a alteração no trabalho, uma palavra ou um gesto que nos magoou! No lado oposto, deixarmo-nos levar como as folhas de outono pelo vento, nas diferentes direções e modas e tendências e qualquer brisa nos despedaçará.
O equilíbrio é um caminho possível para absorver a beleza e a alegria da vida.
Cada um de nós reage de maneira própria a situações semelhantes, mas também, em dois momentos distintos, podemos reagir diversamente perante um quadro similar. A vida, em definitivo, não se escreve a preto e branco. Saber para onde caminhamos, saber o chão que pisamos e o que nos faz viver, poderá ser importante para acolhermos as surpresas da vida! Pode não ser o meio-termo, mas importa que sejamos suficientemente maleáveis para lidar com situações adversas, convictos que nunca estamos preparados para tudo o que possa acontecer.
Não nos deixemos paralisar com o medo do futuro, com aquilo que virá, de bom ou de mau. Vivamos hoje com toda a garra que nos é possível. Se esperamos pelas possibilidades de amanhã poderemos nunca viver as realidades de hoje e apreciar tudo o que de bom e maravilhoso acontece na nossa vida.
Para os cristãos há uma segurança definitiva: Deus.
A confiança pressupõe uma dose de abandono, exigindo, por vezes, fazer como a criança quando se lança para os braços do pai ou da mãe, confiando que vai ficar seguro…
2 – As parábolas que Jesus utiliza no Evangelho para nos explicar e envolver no Reino de Deus mostram uma profunda certeza: Deus cria e recria o mundo constantemente, mesmo quando tudo parece silencioso, inócuo, sem movimento.
«O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita... É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Nuances diferentes, a mesma constatação: o reino de Deus não é fruto do ocaso como o não é o mundo em que vivemos. Se observarmos com atenção, na primeira parábola, a semente lançada à terra, noite e dia vai produzindo o seu efeito sem nenhuma intervenção humana, desponta, desabrocha da terra, cresce, produz a espiga e depois o trigo maduro. Assim o mundo se mantém apesar de tudo, da noite e do dia, das violências e das guerras. Deus tudo sustenta. Ele dá-nos a semente (a Palavra de Deus), o campo (o mundo, as pessoas) e o fruto (todo o bem que se possa realizar)! Mas conta connosco. Para preparar a terra, lançar a semente, vigiar para que os pássaros ou outros animais não destruam a sementeira, arrancar algumas ervas daninhas quando ainda é possível sem arrancar também o trigo (cf. Mt 13, 24-30) sobretudo o trabalho da ceifa e da colheita. Deus conta comigo e contigo, conta connosco, para construir com mais amor a família de Deus.
A segunda parábola explicita a esperança. O que é pequeno ao nosso olhar, em Deus tornar-se-á abundante, imenso, maior. Também aqui poderíamos falar de bem-aventuranças, falar da humildade que nos permite abrir o coração e a vontade para juntos, como irmãos, construirmos um mundo justo e fraterno, criando as melhores condições para que transpareça o reino de Deus.
3 – A vida sem Deus é nada, o nada com Deus é muito, é tudo. Em alternativa, o vazio, o acaso, as coincidências e os destinos, o mundo que nos controla, nos sujeita e nos absorve, aniquilando a nossa memória, a nossa vida por inteiro. Caímos à terra e nada mais. Tornamo-nos pó. Pó somente. E por mais romântico que possa parecer, apelando para a nossa humildade ou indigência, ninguém quer ser apenas pó, desaparecendo para sempre, até da memória dos entes queridos, pois também os que perdurarem hão perecer e com eles desaparecerá qualquer vestígio da nossa existência... fiquem árvores ou filhos ou livros, mas nós não ficaremos. Nada de nós sobrevirá à nossa vida ou à nossa morte!
Só Deus garante que não seremos apenas pó, ainda que do pó nos tenha chamado à vida, com o Seu Espírito. Voltaremos à terra, mas em Deus não ficaremos enterrados, esquecidos, abandonados aos bichinhos. Como a Jesus, Deus ressuscitar-nos-á, fará surgir um rebento novo, nova vida.
Belíssimas palavras do profeta Ezequiel: «...Eu próprio arrancarei um ramo novo e vou plantá-lo num monte muito alto. Na excelsa montanha de Israel o plantarei e ele lançará ramos e dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso... E todas as árvores do campo hão de saber que Eu sou o Senhor; humilho a árvore elevada e elevo a árvore modesta, faço secar a árvore verde e reverdeço a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço».
E se é assim com a árvore, muito mais será connosco. "O justo florescerá como a palmeira, / crescerá como o cedro do Líbano; / plantado na casa do Senhor, / florescerá nos átrios do nosso Deus". Ou melhor, a árvore é a imagem do reino de Deus e de cada um de nós que se deixa plasmar pelo Espírito do Senhor. É este o pedido da oração de coleta: "Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e ações Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos".
4 – São Paulo, na sua segunda missiva aos Coríntios, faz melodia com as demais leituras e orações, fazendo-nos ver que a vida presente é atraída pela vida futura e há de ser já vivida com os olhos postos na eternidade, para que tudo o que façamos não seja em vão, a prazo, ou como passatempo, mas seja para louvor e glória de Deus. Não somos perfeitos. Longe disso. Mas estamos a caminho. Deus segue connosco. Dá-nos Jesus. Dá-nos o Seu Espírito de Amor, que torna presente, sempre, Jesus Cristo, na palavra, nos Sacramentos e na caridade.
“Nós estamos sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor, pois caminhamos à luz da fé e não da visão clara. E com esta confiança, preferíamos exilar-nos do corpo, para irmos habitar junto do Senhor. Por isso nos empenhamos em ser-Lhe agradáveis, quer continuemos a habitar no corpo, quer tenhamos de sair dele”. A fé ilumina o nosso compromisso presente com a transformação do mundo.
Pe. Manuel Gonçalves
Textos para a Eucaristia (B): Ez 17, 22-24; Sl 91 (92); 2 Cor 5, 6-10; Mc 4, 26-34.
Felizes os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se. Felizes os que sabem distinguir uma montanha de uma pedra, porque evitarão muitos inconvenientes. Felizes os que sabem descansar e dormir sem buscar pretextos, porque chegarão a ser sábios.
Felizes os que sabem escutar e calar, porque aprenderão coisas novas. Felizes os que são suficientemente inteligentes a ponto de não se levar muito a sério, porque serão valorizados pelos que os rodeiam.
Felizes os que estão atentos às necessidades dos outros sem sentir-se indispensáveis, porque serão distribuidores de alegria. Felizes os que sabem ver com serenidade as pequenas coisas e com tranquilidade as grandes coisas, porque chegarão longe na vida.
Felizes os que sabem apreciar um sorriso e esquecer um desprezo, porque seu caminho será repleto de sol. Felizes os que pensam antes de agir e rezam antes de pensar, porque não se agitarão diante dos imprevistos.
Felizes vocês que sabem calar e sorrir quando lhes é tirada a palavra, quando os contradizem ou pisam seus pés, porque o Evangelho começa a penetrar em seu coração.
Felizes vocês se são capazes de interpretar sempre com benevolência as atitudes dos outros, mesmo quando as aparências são contrárias. Parecerão inseguros, mas este é o preço da caridade.
Felizes sobretudo vocês que sabem reconhecer o Senhor em tudo o que veem, pois já encontraram a paz e a verdadeira sabedoria.
(Artigo publicado originalmente por Oleada Joven) FONTE:
Na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda ao domingo, a 7 de junho de 2015, 9 crianças, do 3.º Ano de Catequese, comungaram pela primeira vez. Deste grupo, mais três crianças, da Paróquia de Santa Eufémia de Pinheiros, que farão a sua 1.ª Comunhão na paróquia nativa.
Ao longo de 3 anos, as catequistas, Margarida Costa e Carolina Canelas, prepararam estes meninos para que neste dia estivessem mais conscientes do Sacramento da Eucaristia que celebraram. Nas últimas semanas, a colaboração do grupo de catequistas numa preparação mais imediata e intensiva.
O dia da Primeira Comunhão é sempre um dia de grande Festa para os familiares e amigos dos meninos que celebram a sua Primeira Comunhão mas também para a Comunidade Paroquial que renova o seu compromisso em ser Corpo de Cristo, família de Deus.
Dois momentos complementares, a solene Eucaristia e a Procissão do Santíssimo Sacramento por algumas das ruas da nossa paróquia e vila de Tabuaço.
Algumas imagens deste dia solene:
Primeira Comunhão de (por ordem alfabética):
Ana Beatriz; António Pedro; Artur António; Carolina Martins; Eva Beatriz; Filipa Isabel; Gonçalo André; João Pedro; Pedro Miguel, e as catequistas Carolina Canelas e Margarida Costa.
Na próxima sexta-feira, 12 de junho de 2015, no Centro Paroquial de Tabuaço, pelas 21h00, mais uma sessão das Escolas (de vivência) da Fé, com o Pe. António Jorge Giroto, Responsável do Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe e Tabuaço por esta atividade pastoral.
Prosseguindo com o desafio do nosso Bispo, D. António Couto, em concreto, e da Igreja em Portugal, em geral, por criar tempo e espaços para a formação cristã dos adultos, com oportunidade de conviver, rezar em conjunto, refletir sobre diversos temas da fé cristã, testemunhando e partilhando experiências.
Ao longo do ano pastoral de 2014/2015, os temas partiram das Bem-Aventuranças (cf. Mt 5, 1-12). Nesta sessão, a última do ano pastoral, as duas últimos Bem-aventuranças: Bem-aventurados/Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. | Bem-aventurados/Felizes os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino de Deus.