quarta-feira, 26 de abril de 2017

Paróquia de Tabuaço: Festa de São Vicente Ferrer 2017

       São Vicente Ferrer nasceu em Valencia, Espanha, em 1350. Entrou para os Dominicanos (Ordem dos Pregadores de São Domingos) com 17 anos. Nesta época, a Igreja Ocidental vivia o grande cisma, com dois Papas, um em Avinhão, na França, e outro em Roma, em Itália.
       Fez a sua profissão religiosa em 1368 e foi ordenado sacerdote em 1374.
       Andou por Espanha, França, Itália, Suíça, Bélgica, Inglaterra e Irlanda e muitas outras regiões, defendendo sempre a unidade da Igreja, o fim das guerras, o arrependimento e a penitência, como forma de esperar o regresso iminente de Cristo. Tornou-se uma das vozes mais respeitadas da Europa. 
       Exortava as pessoas à conversão: a vinda de Jesus Cristo está próxima. Vicente é, para a imaginação popular, “o pregador do fim do mundo”. Muitas vezes era chamado a intervir como árbitro de paz.
       Morreu no dia 5 de abril de 1419, na cidade de Vannes, Bretanha, na França.
       Foi canonizado pelo Papa Calisto III, em 1455.

       Em Tabuaço venera-se desde o séc. XV ou XVI. A povoação formou-se a partir de uma ermida erigida em sua honra, crescendo a partir daí. Não deveria ser muito distante da atual Capela.
A imagem de São Vicente representa-o com o traje dominicano. Na imagem original, teria asas, sendo visíveis dois buracos na parte superior das costas, onde estariam incrustadas as asas que entretanto desapareceram, por ser apelidado de “anjo do apocalipse”. Sentado aos pés, a judia que ele ressuscitou e que se converteu ao cristianismo.

       A 5 de abril celebra-se a memória litúrgica de São Vicente Ferrer. Tal como no ano anterior, também em 2017 a festa foi dividida por dois momentos, dois dias. No dia 5, a celebração da Santa Missa na Capela. No dia 22, sábado seguinte à Páscoa, Festa mais popular, com Procissão da Capela para a Igreja, celebração da Santa Missa, com as crianças e adolescentes da catequese, regresso da Procissão e da imagem de São Vicente sua capela. Havendo, depois, lugar para o convívio, com jantar e um grupo musical.

       Algumas fotos dos dois dias de festa:

Para as outras fotos disponíveis visitar a Paróquia de Tabuaço no Facebook.

Paróquia de Tabuaço: Semana Santa 2017

       A vivência da Semana Santa, a Maior da liturgia da Igreja, na medida em que se comemora, se celebra, se atualiza o mistério maior da fé cristã, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, tem uma importância significativa nas diferentes comunidades paroquiais e religiosas. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço não é exceção, procurando, de ano para ano, envolver toda a comunidade, com a preciosa generosidades dos grupos paroquiais, disponibilizando tempo, recursos e boa vontade.


       A Semana Santa inicia com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, este ano a 9 de abril. Pela manhã a bênção de Ramos na Capela de Santa Bárbara, prosseguindo em Procissão para a Igreja Matriz, onde se celebrou a Eucaristia, com a Leitura da Paixão do Senhor. À noite, pelas 21h00, no Adro da Igreja Matriz, a Via-Sacra paroquial, com preponderante participação e empenho da catequese, crianças e catequistas, e com o Grupo de Jovens, envolvendo diretamente o Grupo Coral e dos membros do Conselho Económico na logística e no som.
       O segundo momento importante e que vem a ser tradição, o Dia do Perdão, Dia da Adoração do Santíssimo Sacramento, solenemente exposto, assegurada pelos diversos grupos eclesiais e pela comunidade no seu conjunto. Com a Adoração do Santíssimo (em reserva na Capela de Santa Bárbara) durante o dia de sexta-feira, vivem-se aproximadamente as "24 Horas para o Senhor", iniciativa proposta pelo Papa Francisco e aqui transferida para o dia das Confissões comunitárias e para a sexta-feira santa.
       Chegámos ao Tríduo Pascal, com a celebração da Ceia do Senhor, em quinta-feira santa, comemorando a Instituição da Eucaristia e com a cerimónia do Lava-pés. No final, a trasladação do Santíssimo Sacramento para a Capela de Santa Bárbara.
       Na sexta-feira santa, a Adoração da Santa Cruz, com a Liturgia da Palavra em que se proclama o Evangelho da Paixão segundo São João. No final da celebração, e como em anos anteriores, a Procissão do Senhor Morto para a Capela de Santa Bárbara.
       O sábado Aleluia é o tempo de preparar a Igreja, os corações e a vida, a comunidade para a celebração festiva da Páscoa. A Vigília Pascal é um momento único de celebração, de fé e de devoção, com os diferentes momentos, a bênção do Lume Novo, a Liturgia da Palavra percorrendo toda a História da Salvação, a bênção da Água batismal, com o cantar das Ladainhas dos Santos, a Liturgia Eucaristia.
       O Domingo de Páscoa inicia cedo, pelas 8h00. Contando com uma vintena de pessoas, diretamente envolvidas, 4 gírios percorreram a Vila/Paróquia para anunciar de casa em casa a alegria da Ressurreição. A Visita Pascal conclui com a celebração da Missa solene de Páscoa e com a Procissão da Ressurreição.
       Algumas imagens das diferentes celebrações:
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Paróquia de Tabuaço | Semana Santa - 2017

       Vídeo com fotos da vivência da Semana Santa, 9 a 16 de abril de 2017, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço. Músicas de fundo do frei Acílio Mendes e de Paulo Emanuel (Harmonização).

segunda-feira, 24 de abril de 2017

VL – Deus da Páscoa, da criação e da salvação


Deus. Amor. Criação. Vida. Humanidade. Harmonia. Cumplicidade. Diálogo. Alegria.
Homem e Mulher. Fragilidade. Pecado. Egoísmo. Discussão. Violência. Inveja. Morte.
Chamamento. Promessa. Aliança. Profecia. Conversão. Perdão. Misericórdia.
Jesus Cristo. Abaixamento. Compaixão. Vida nova. Nova criação. Salvação. Ressurreição.
Chamamento. Vocação. Seguimento. Discípulos. Missionários. Espírito Santo. Igreja.
Fraternidade. Humildade. Escuta. Obediência. Verdade. Libertação. Caridade.
        Deus criou-nos por amor. Desde toda a eternidade e para sempre, Deus nos ama, como Pai e sobretudo como Mãe. A Páscoa de Jesus, a Sua ressurreição entre os mortos, clarifica, ilumina, torna percetível e pleniza a Encarnação, mistério de abaixamento, Ele que era de condição divina não se valendo da Sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, humilhou-se a Si mesmo, obedecendo até à morte e morte de Cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu o NOME que está acima de todos os nomes.
       A vinda do Filho Unigénito de Deus aproxima a eternidade do tempo. Deus que nunca Se afastou nem Se distanciou, tornou-Se visível em Jesus Cristo. Não há como voltar atrás. Ele está no meio de nós como Quem serve, sempre e para sempre. Ao longo da Sua vida, sobretudo, ao longo dos três anos de vida pública, Jesus viveu para servir, para amar, para gastar a vida, para salvar, integrar, redimir, incluir todos os que andavam dispersos pelo pecado, pelas trevas e pela morte.
       Foi crescendo em graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens e chegada a Sua hora espalhou bondade e doçura, procurando os que andavam cansados e abatidos, como ovelhas sem pastor, indo às margens para Se encontrar com os que se tinham perdido pela solidão, pela pobreza, pela exclusão social, cultural e religiosa. Contundente contra os que usavam de artimanhas e hipocrisias, escravizando pessoas e perpetuando situações de pecado, de abuso, de corrupção; dócil, próximo, misericordioso para leprosos, cegos, coxos, crianças, mulheres, publicanos, pecadores, estrangeiros. Veio para incluir, revelando a Misericórdia de Deus Pai. O Seu projeto e o Seu propósito, o Seu alimento e a Sua vida: em tudo fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai é que todos se salvem.
       Qual manso Cordeiro levado ao matadouro, inocente, arrastado para julgamento, condenado à morte, à ignomínia da Cruz, como malfeitor. Da Sua boca não se ouviram injúrias! Procurando-nos com o Seu olhar compassivo para nos manter vivos, como a Pedro ou a Judas; elevando o olhar, o coração e a vida para o Pai, nas mãos de Quem Se coloca por inteiro e em Quem nos coloca.

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4408, de 18 de abril de 2017

VL – Caminhemos ao Calvário… e logo à Páscoa!

       Iniciámos a Semana Santa, a semana maior, pois nela se visualiza, de forma mais viva e intensa, o mistério maior da nossa fé, a paixão redentora de Jesus, que dá a vida por nós, e a Sua ressurreição gloriosa, certeza que a última palavra é da vida, é do amor, é de Deus.
       Até à Páscoa solene (anual) somos envolvidos nas últimas horas de vida de Jesus, centrados especialmente no processo rápido que O leva da ceia pascal ao Calvário, revelando-nos por inteiro o mistério de amor, de dádiva, de libertação, de resistência ao sofrimento, de priorização de Deus e da Sua vontade, de ousadia e de humildade, de perdão e de compaixão.
       Jesus manda preparar a Páscoa. É um momento de festa, de convívio, de encontro e de memória. A comunidade reúne-se para celebrar a libertação; em família, relembra-se tudo quanto fez o Senhor, Deus de Israel, a favor do povo, para que as gerações vindouras vivam agradecidas e voltadas para o Senhor.
       Quando a Ceia se aproxima do fim, Jesus antecipa a Sua morte e ressurreição, instituindo a Eucaristia: sempre que fizerdes isto, fazei-o em memória de Mim. Este é o Meu Corpo. Este é o Meu sangue, entregue por vós e a vós confiado para a salvação do mundo.
       Terminada a refeição, Jesus sai com os discípulos para o Jardim das Oliveiras. A noite convida ao descanso. Mas não são horas para dormir, são horas de vigiar, de rezar com insistência. Pelo menos da parte de Jesus. Aproximam-se trevas densas, tenebrosas, mas mais do que a falta de luminosidade exterior é a falta de luz nos corações. Quem não tem luz no coração vive mergulhado na morte.
       Naquela hora, Jesus penetra o sofrimento mais atroz. O desfecho está à vista. Um pouco mais, e ainda escuro, na noite de Judas e das lideranças judaicas, Jesus será preso, julgado, condenado à morte. Alguns minutos, algumas horas, e o fim virá! Pai, Pai, Pai, se é possível que passe de Mim esta hora, que passe rápido. Tanto sofrimento para um Homem só. Os gritos de Jesus levam os nossos gritos também. Pai, Pai, Pai, cumpra-se a Tua vontade. É mortal este caminho de entrega, é dom, mas é o caminho da salvação. Não há armas para lutar. A vida ganha-se pela fragilidade/força do amor, pela benevolência, pela misericórdia. O ódio, a guerra, a inveja, só geram mais discórdia, mais destruição, mais desumanização.
       Caminhemos com Jesus até ao calvário, até à cruz, e Ele nos mostrará a Luz!

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4407, de 11 de abril de 2017