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A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Távora - visita pascal 2012
Imagem cedida por Rui de Carvalho, de Távora. Visite a paróquia no facebook.
domingo, 8 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Domingo de Páscoa da Ressurreição - 8 de abril de 2012
1 – A morte de Jesus surpreende os seus discípulos, e muitos dos judeus que O seguiam, que esperavam d'Ele a salvação de Israel, que como Messias haveria de iniciar novos tempos, uma realeza que devolveria o esplendor a todo o povo de Israel, como povo eleito, como povo da Aliança. Esperava-se que "impusesse" a omnipotência de Deus. Nada disso aconteceu. Aquele Jesus, que toma consciência da Sua filiação divina, não passa de mais um fracassado da história. Tantas palavras, tantos gestos e milagres, e tem o mesmo destino de outros profetas, de outros desgraçados, de outros injustiçados pelas sociedades do seu tempo.
Com a morte, advém a dispersão dos Apóstolos e de todos aqueles que andavam com Ele. Já antes se mantinham à distância. O que mais se aproxima é Pedro, que vai até ao pátio, para junto dos soldados, mas logo que alguém o interpela nega a sua identificação com o Mestre dos Mestres. A primeira igreja dorme quando o seu Senhor clama a Deus, rezando em brados de agonia. Dorme quando se aproximam os que O levarão ao Calvário e o seu discípulo de confiança O entrega com um gesto de intimidade, um beijo.
Mas mais surpreendente é a ressurreição. Se a morte cala todos os que seguem Jesus; a Sua ressurreição deixa sem palavras os que fazem a experiência de encontro com Jesus ressuscitado. A morte é escandalosa, Jesus morre abandonado por todos, "sem Deus". Ele que Se apresentara como Filho, agora sente a angústia da morte. Sente o desalento de morrer sozinho. Só num derradeiro momento, Se entrega às mãos d'Aquele que o pode livrar da morte eterna e que O ressuscitará.
Diga-se, no entanto, que a postura de Jesus, como a de muitos profetas, não deixa antever nada de bom. Jesus tem consciência que para se manter fiel a Deus e à Sua missão, dificilmente sobrevirá por muito tempo. Assim aconteceu com os profetas de Israel.
A ressurreição é algo de novo, de diferente, que não cabe nos nossos (pré) conceitos humanos, nos limites da nossa história e do nosso tempo. E nem o anúncio da ressurreição que Jesus faz aos seus discípulos abre para qualquer esperança. A ressurreição, para os que a professam, é para a vida futura, para o fim dos tempos. Mas eis que com Jesus chega o fim do tempo, o fim do mundo como o conhecemos. Ele ressuscita e aparece aos seus discípulos. A "igreja" acorda. Surpreende-se. Reúne-se à volta do Seu Mestre e Senhor. Forma-se como comunidade, comunidade nova, convocada pela vida nova de Cristo Jesus.
2 – Passado o sábado, surge o primeiro dia da nova criação, o DOMINGO (Dies Domini: Dia do Senhor). Os amigos de Jesus voltam ao lugar da morte, voltam ao passado, para se reencontrarem na proximidade física com o corpo do Mestre, mas são abalroados pelos acontecimentos. Os "rumores" têm fundamento, o corpo de Jesus não está no sepulcro, não pode estar, não é possível, o que é que aconteceu, onde puseram o Seu corpo sem vida?
Maria Madalena, e certamente outras Marias e outras mulheres, vai venerar o seu Senhor, vai chorar para junto da Sua sepultura. Com o sábado, dia sagrado, nem deu para fazer convenientemente o luto pelo amigo que morreu. Não é a mesma coisa, mas há algum conforto junto do corpo daqueles que partiram para sempre, a memória dos tempos passados em convivência. Como muitas pessoas sentem a necessidade urgente de ir ao cemitério, para chorar, para se sentirem próximas dos seus entes amados, também Maria Madalena, agradecida por tudo o que Jesus fez por ela, ao curá-la das suas enfermidades, tornando mais belos e fáceis os seus dias. Maria Madalena não encontra forma de agradecer convenientemente. A sua vida perdera encanto, por uma doença grave – sete demónios –. A riqueza material não lhe aliviava o sofrimento atroz. Jesus cura-a e ela coloca, como outras mulheres e outros senhores, os seus bens ao serviço de Jesus e dos seus discípulos. Mas não apenas os bens, vai também ela servi-los. E agora que Ele morreu, sente que não agradeceu o suficiente.
"No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou".
Chega Maria, chega Pedro, chegamos nós – o discípulo amado –, e encontramos o túmulo vazio. E agora, que fazer? Ardia cá dentro a esperança que tudo não tivesse passado de um sonho, mas Ele morreu, o seu Corpo foi entregue para ser depositado, a pedra rolou pesada no sepulcro escavado na rocha! Não queríamos acreditar, mas aconteceu mesmo. Agora com o túmulo vazio, o que pensar? Terá acontecido o que Ele tinha prometido, ressuscitar e encontrar-Se com os Seus?
Debruçamo-nos para ver o lugar da morte, e encontramos o túmulo vazio, com os sinais de uma presença, ou melhor, de uma ausência, não se encontra lá ninguém, só as roupas que O embrulharam na morte. Acreditam, não há sinais de assalto, de roubo, tudo está direitinho. Houve tempo para deixar tudo muito bem arrumado.
3 – Vai ser uma longa jornada. Se a via crucis (Via sacra, Caminho da Cruz) atravessa uma semana, a via lucis (também Via sacra, Caminho da Luz), atravessa os Céus, traz-nos um novo dia e estará por muitas semanas, muitos meses, muitos anos. A Igreja que germina aos pés da cruz, nasce iluminada pela LUZ da ressurreição. Com efeito, a cruz só vale para nós na medida em que a Luz no-la mostra como sinal de amor, de dádiva até ao fim. O que nos salva não é, de modo nenhum, o sofrimento de Jesus Cristo, o que nos salva, verdadeiramente, é o Seu amor por nós. Ainda que o amor envolva o sofrimento. Quem ama, de verdade, arrisca-se a sofrer. Jesus arrisca sofrer por amor. É o amor que O liga a Deus, é o amor que O liga à humanidade, é o amor que nos liga uns ao outros para nos tornarmos comunidade.
O encontro com o Ressuscitado provoca o anúncio da vida nova, o testemunho. Não se pode calar aquele que vive, que festeja, que tem motivos para sorrir. A festa é "barulhenta". Não há festa que não envolva pessoas, que não envolva música e dança, que não envolva partilha e comunhão. Ninguém faz festa sozinho. Precisamos dos outros para chorarmos, para que as nossas lágrimas tenham algum sentido. Precisamos dos outros para fazer festa. Como a mulher que encontra a dracma perdida e chama as amigas para festejar com elas, gastando tudo o que encontrou. Ou como o pastor que encontrou a ovelha perdida, depois de tanto procurar, e salta, grita, rejubila.
Obviamente, a festa também acontece cá dentro, mas não cabe em nós. Uma boa notícia sabe melhor quando partilhada. A ressurreição é um acontecimento tão surpreendente que não cabe nas palavras dos discípulos, não cabe em casa, ainda que seja em casa que a festa se inicie. Há que espalhar por outros a alegria da vida nova.
"Pedro tomou a palavra e disse: «Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém; e eles mataram-n'O, suspendendo-O na cruz. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que Ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É d'Ele que todos os profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados»".
4 – A nova terra e os novos céus, aguardados e prometidos pelos profetas e concretizados pela RESSURREIÇÃO de Cristo Jesus, não se encontram assim tão visíveis. A missão dos cristãos é fazer com que a ressurreição de Cristo, e a comunhão nesta ressurreição, pelo batismo e pelos outros sacramentos, seja luminosa para a história e para o mundo. Com a ressurreição todos os recantos deveriam ficar iluminados pela esperança, pela paz, pela vida nova, pelo encontro com o divino.
Porém, ao longo da história da Igreja, como na atualidade, os sinais de morte, de desistência, de destruição, de crise, continuam a imperar. Podemos perguntar-nos onde está a eficiência da Ressurreição de Jesus Cristo? Onde está a vida nova que engendramos (que Deus engendra em nós) a partir do batismo? Teremos, talvez, que morrer ainda, de morrer primeiro, de morrer para muitos vícios e seguranças pessoais, de morrer para muitas tradições e costumes, e manias. Não há PÁSCOA se não houver morte. Não há vida nova, se a vida "anterior" continuar a reinar nos gestos e nas palavras que deveriam ligar-nos aos outros.
As duas missivas do Apóstolo São Paulo propostas como alternativa para a segunda leitura deste DOMINGO, são por demais provocadoras: "Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo Se encontra, sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, então também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória". É urgente aspirar às coisas do alto. Morremos e a nossa vida está escondida com Cristo em Deus, Ele atrai-nos, deixemo-nos atrair.
"Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos a festa, não com fermento velho, nem com fermento de malícia e perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e da verdade".
Se nos fosse possível manteríamos o melhor de dois mundos, o do passado, da morte, do velho, do tradicional, e o da vida nova, da esperança, da ressurreição, da adesão a Cristo Jesus. É um risco que sai caro, acabamos por nem viver num mundo nem em outro. Como seria possível colocar vinho novo em odres velhos? Pergunta-se Jesus. Para vinho novo, vasilhames novos, não se vá perder uma e outra coisa, os odres e o vinho. Se a vida é nova, vivamos como novas criaturas, de Deus e para Deus, compartilhando com os outros o melhor de nós mesmos, o Deus que nos habita.
Textos para a Eucaristia: Act 10, 34a, 37-4 ; Col 3, 1-4; 1Cor 5, 6b-8 ; Jo 20, 1-9.
Sexta-feira santa - Adoração da Santa Cruz
A sexta feira da SEMANA SANTA medita a paixão redentora de Jesus na CRUZ. Segundo os dados históricos, que aceitam os estudiosos, Jesus morreu no dia 7 de abril do ano 30, então com 37 anos (sabendo-se que o seu nascimento terá ocorrido 6 a 7 anos antes do início da era cristã, mas cujo erro inicial na datação do Seu nascimento provocou este desfasamento). Este ano quase coincidiu. Celebramos a morte de Jesus em 6 de abril. Em várias paróquias, ontem foi o dia da via-sacra, como por exemplo em Carrazedo e Pinheiros. Na paróquia de Tabuaço, seguimos a liturgia proposta para sexta feira santa, a adoração da Santa Cruz, com a Liturgia da Palavra (em que se proclamou, a três vozes, o evangelho da Paixão, segundo são João), a adoração da Santa Cruz, a Comunhão, e, no final, a procissão do Senhor morto para a Capela de Santa Bárbara. Aqui fica o registo fotográfico:
Para ver todas as imagens da SEMANA SANTA 2012, da paróquia de Tabuaço, clique AQUI.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Em quinta-feira santa... o Lava-pés e a Eucaristia
Da paróquia de Tabuaço, algumas imagens da celebração vespertina da Ceia do Senhor, com a comemoração da Instituição da Eucaristia e do Lava-pés.
Para ver todas as imagens da SEMANA SANTA 2012, da paróquia de Tabuaço, clique AQUI.
terça-feira, 3 de abril de 2012
A lama que atiramos cai-nos na roupa!!!

Um dia o Zeca regressou da escola cheio de raiva. Antes que o pai lhe perguntasse alguma coisa, gritou irritado:
- O Pedro não devia ter feito aquilo para comigo. Humilhou-me à vista de todos. Quero que ele sofra como eu. Quem me dera que ele parta uma perna...
O pai escutou tudo calado enquanto caminhou para o fundo do jardim onde guardava um saco cheio de carvão. O Zeca viu o saco aberto e o pai a propor-lhe:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branca a secar no varal é o amigo que te ofendeu e cada pedaço de carvão é uma acusação que tens contra ele. Atira-lhe este carvão todo.
O miúdo achou a brincadeira divertida e descarregou assim a sua fúria mas a camisa estava longe demais e poucos pedaços acertaram o alvo. No final sentiu-se cansado mas satisfeito por ter conseguido alguma coisa. O pai levou-o então até ao espelho do quarto onde pôde ver a sua figura toda suja de carvão. Só enxergava os dentes e os olhos. O pai concluiu ternamente:
- Filho, viste que aquela camisa quase que nem se sujou mas, olha para ti. O mal que desejamos aos outros é aquilo que nos desfigura. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com as nossas acusações, a borra, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos.
In Asas da Montanha.
Limpar a sujidade da alma...
"Se ficarmos a gravitar em torno dos nossos fracassos, continuaremos a ser fracassados. Se gravitarmos em torno das nossas frustrações, derrotas e faltas, continuaremos frustrados, angustiados, insatisfeitos e, o que é pior, não mudaremos os pilares das nossas vidas...
Limpamos a sujidade do mundo físico, mas não a sujidade da alma. se quisermos ser pessoas doentes, o melhor caminho é não intervir nos pensamentos negativos e nas angústias que produzimos no íntimo de nossos seres. Contudo, se desejamos ser livres, precisamos de aprender a trabalhar os nossos pensamentos, a superar as nossas dores e proteger as nossas emoções perante as turbulências da vida..."
Augusto Cury, Liberte-se da prisão das emoções.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Domingo de Ramos e Via Sacra
A Semana Santa inicia-se com a grande solenidade do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. E assim foi neste espaço pastoral de Tabuaço, Pinheiros, Távora e Carrazedo, no dia um de abril, talvez dia de desenganos... Na véspera, a Via-sacra em Távora, e neste dia em Tabuaço, encenada pelas crianças e adolescentes da catequese. Deixamos algumas imagens deste dia (só dispomos de fotos de Tabuaço, não conseguimos "contratar" fotógrafos para as outras comunidades).
Em todas as comunidades há momentos específicos para celebrar a SEMANA SANTA. O programa deste espaço paroquial poderá ser visualizado AQUI.
domingo, 1 de abril de 2012
O Cireneu ajuda Jesus a levar a CRUZ
O tempo da Quaresma convida-nos a meditar na vida de Jesus como entrega permanente à humanidade, na Sua vida pública, mas sobretudo no mistério da Sua morte redentora. A CRUZ como expressão máxima do amor de Deus para connosco. A Via-sacra mostra-nos de forma eloquente os últimos momentos da vida de Jesus, com esforço, com sacrifício, sujeito às injúrias, às bofetadas, mas também a gestos de ternura como o das mulheres de Jerusalém.
A Banda Jota oferece-nos esta magnífica canção sobre Simão de Cirene que ajuda Jesus a carregar a Cruz. Ouça, medite, envolva-se na caminhada de Jesus:
O papa João Paulo II propôs novas estações para a Via-sacra, baseando-se nos Evangelhos. Não estranhemos, pois, que umas vezes ouçamos/meditemos na Via-sacra tradicional, que as nossas Igrejas têm representadas, e a Via-sacra bíblica. A proposta de João Paulo II para a Via-sacra:
1.º Estação: A oração de Jesus no Horto das OliveirasHabitualmente acrescenta-se uma 15.º Estação: a Ressurreição de Jesus. Esta última coloca-nos na celebração festiva da Páscoa de Jesus, é a passagem da Morte à Vida. Se ficássemos pela 14.º Estação a nossa fé seria inútil, o nosso Salvador seria um fracassado...
2.º Estação: A traição de Judas e a prisão de Jesus
3.º Estação: O Sinédrio condena Jesus
4.º Estação: Pedro nega Jesus por três vezes
5.º Estação: Pilatos julga Jesus
6.º Estação: Flagelação de Jesus e coroação de espinhos
7.º Estação: Jesus com a cruz às costas
8.º Estação: Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz
9.º Estação: As mulheres de Jerusalém
10.º Estação: Jesus é crucificado
11.º Estação: O ladrão arrependido e perdoado
12.º Estação: Maria ao pé da cruz
13.º Estação: A morte de Jesus
14.º Estação: Jesus é sepultado
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