quarta-feira, 4 de maio de 2011

Beato João Paulo II: o triunfo da memória

Apresentar João Paulo II como modelo de fé e de espiritualidade é um apelo ao essencial, ao mais íntimo, ao que moveu poderosamente esta figura da Igreja Católica num tempo difícil
        "A noite de 2 de abril de 2005, na qual João Paulo II morreu, aos 84 anos de idade, foi, pessoalmente, muito longa, cheia de trabalho, de cansaço, de sentimentos que se misturavam.
       Depois de vários dias a seguir o progressivo agravamento do estado de saúde do Papa polaco, o desfecho era anunciado e mais do que previsível, mas só às 21h37 de Roma é que tantos e tantos se confrontaram com o final de um percurso de vida notável.
       O Papa caminhou serenamente para a hora do adeus e o mundo acompanhou-o com a sua solidariedade e oração, numa prova suprema da universalidade desta figura incontornável.
       Nenhuma cara seria tão familiar, no conjunto dos cinco continentes, como a de este homem de branco que recebeu milhões de pessoas no Vaticano – seja em celebrações litúrgicas, seja em audiências públicas e privadas -, e foi ao encontro delas, nos seus países, nas suas 129 viagens fora da Itália.
       Milhares de milhões habituaram-se, por outro lado, à sua presença nos meios de comunicação social e foi através dos media que acompanharam o desenrolar do estado de saúde do Papa. Mais do que nunca, João Paulo II pareceu ser um familiar de homens e mulheres de todo o mundo, que assistiram ao agravamento das suas condições e ao anúncio do seu falecimento.
       Ao muito material biográfico que estava preparado, no meio da azáfama de reações e comunicados que chegavam, acrescentei uma última linha, pouco profissional, por certo: “Hoje, 2 de abril, o último gigante do nosso tempo morreu no Vaticano”. Espero que os leitores não a tenham levado a mal.
       Seis anos depois, a beatificação de Karol Wojtyla é um momento de memórias, muitas, lembrando as manifestações de tristeza e homenagem que, posteriormente, se foram transformando numa festa serena.
       Apresentar João Paulo II como modelo de fé e de espiritualidade não é, obviamente, um atestado de perfeição à sua vida, mas é um apelo ao essencial, ao mais íntimo, ao que moveu poderosamente esta figura da Igreja Católica num tempo difícil da história da humanidade, apesar das suas limitações e dos seus erros. E é um momento especial para aqueles que o conservam na memória, como se nunca fosse partir.

Octávio Carmo, in Editorial Agência Ecclesia.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Homilia do Papa Bento XVI na beatificação de João Paulo II, Seu Predecessor


[Para visualizar melhor e poder ler a homilia clique num dos dois ícones iniciais, ou, em alternativa, nos sinais -/+ (diminuir/aumentar)].

Proclamação do Beato João Paulo II

Imagens do Dia da Mãe, para recordar!

       O Dia da Mãe é, sempre, um dia muito especial. Nas Eucaristia dominicais deste espaço pastoral que nos está confiado (Tabuaço, Távora, Pinheiros,  Carrazedo) há a oportunidade para agradecer a Deus por todas as mães.
       De Tabuaço deixamos, para memória futura, estas duas imagens...


domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe em Távora, Tabuaço e Pinheiros

       Também em Távora, Tabuaço e Pinheiros se festejou o DIA da MÃE, com gestos específicos durante a celebração da Eucaristia.
       De Távora, além de um poema, em acção de graças, um dedicação com uma flor para as mães:
"És a luz do dia que percorre o meu coração
És o piano afinado que eu gosto de ouvir tocar.
És a lã fofa, em que eu gosto de me embrulhar.
És a flor mais linda do meu jardim".
       Em Tabuaço, o momento de acção de Graças, com um cântico interpretado pelos mais novos, uma flor, um poema:
"Sinto-me, sempre.
Ó Mãe,
À frente de mim,
Atrás, ao lado,
Dentro de mim,
Comigo.

Mão na mão
Olhos nos olhos,
Coração no coração,
Saber o que eu penso,
o que eu quero,
O que eu sinto,
o que eu sofro,
o que eu sonho,
Só porque és Mãe!

Quando saio,
Vens comigo,
Quando estou,
Não me deixas.
Falas com os teus lábios,
Com os teus olhos,
Com o teu coração,
Com o teu amor,
Que eu sinto sempre,
Onde quer que esteja!
Ó Mãe

Na dificuldade,
Dás alento;
Na alegria,
Dás razões;
Na dor,
Dás bálsamo.

Nos projectos,
Dás força;
Nas dificuldades,
Dás luz;
Em todo o lado,
Em tudo,
Sempre tu!

Que bela,
Ó Mãe,
Este presença!
Sem ti,
Que sou,
Senão o que seria
sem ti?

Por tudo,
Por tanto,
um OBRIGADO.

Por tudo,
Por tanto,
UM BEIJO, Ó MÃE

... E até Já!      ... e Até sempre!"
Na comunidade Paroquial de Pinheiros, mais um belo poema à Mãe;

"Hoje é o teu dia
este poema te vou dar
Fi-lo com muito amor
pois em ti estava a pensar

És a melhor Mãe do mundo
Como Tu não há igual
Obrigado por me amares
Mesmo quando me porto mal

Do belo jardim das Mais
Tu és a mais bela flor
E eu sou o rebentinho
Que nasceu de ti com amor

Para a minha Mãe
com amor e alegria
O maior beijo do mundo
Quero-te dar neste dia"

Bento XVI venera o túmulo de João Paulo II

sábado, 30 de abril de 2011

Domingo da Divina Misericórdia - 1 de Maio

       1 - "Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos»...
        A desolação da morte na CRUZ dá lugar à vida, à ressurreição, e consequentemente à surpresa e depois ao encontro com o Ressuscitado e logo à alegria e à confiança, que por sua vez se converte em partilha, testemunho, nascendo a comunidade crente, que tem como ponto de partida, de chegada, e como sustentáculo a Cristo ressuscitado.
       Os discípulos vêem goradas as suas esperanças e as suas certezas acerca do Mestre e Senhor, que eles pouco a pouco vão descobrindo como Messias, esperado pelos profetas e enviado por Deus. Com a Sua morte, os discípulos dispersam, com medo refugiam-se em casa, em Jerusalém e nos arredores, para depois das festas pascais e passado o luto voltarem para a Galileia. Estão frustrados, tristes, sentem que lhes fugiu o chão. Pouco têm para fazer em Jerusalém.
       Quando Jesus Se encaminha para a cidade santa, com a entrada triunfal, os discípulos começam a ver os frutos da sua adesão e do seu seguimento. Afinal, tinha valido a pena deixar as suas vidas para trás, porque as promessas de uma vida nova e diferente estavam a concretizar-se. Nova reviravolta: sentados à mesa, Jesus revela-lhes que vai ser entregue e morto. Saem para o horto das oliveiras e já a oração de Jesus os deixa inquietos. Preso Jesus, o processo corre célere, para evitar outro desfecho que não seja a condenação. É o que acontece. E logo quando eles pensavam que Deus não deixaria que tal acontecesse. Mas aconteceu! E agora?! O melhor é acautelar a vida, escondendo-se, mantendo-se no anonimato para não correrem o risco de serem também presos, condenados e mortos.
       Na Sexta Jesus é morto. No Sábado, pesarosos, os discípulos isolam-se e partilham as mágoas do insucesso. Domingo, o primeiro dia da semana, o primeiro dia de um tempo novo, mas que os Seus seguidores ainda não vislumbram. As mulheres vão ao túmulo, depois os discípulos. O túmulo está vazio. Reúnem-se para discutir as hipóteses acerca do túmulo vazio. Jesus apresenta-Se no meio deles. Nem querem acreditar. "A paz esteja convosco". A saudação é mesma de quando estavam juntos. Não pode ser. Mas não é um espírito, um fantasma, é o mesmo Jesus Cristo, que Se deixa ver e se deixa tocar. A fé ainda precisa de ser "retocada", amadurecida, confirmada. Jesus dá-lhes tempo e espaço para acolherem a Boa Nova, e sobretudo dá-lhes o Espírito Santo, que lhes tinha prometido, e que lhes revelará toda a verdade. E então o extraordinário acontece, as portas escancaram-se até à actualidade.

       2 - Um dos Apóstolos não estava no reencontro com Jesus. E eis a mesma dúvida que antes assolava todos: será que o corpo de Jesus não foi roubado, será que apareceu mesmo às mulheres? Que pensar do túmulo vazio? E agora, será que não se juntaram num conluio para amenizar a dor dos mais cépticos e talvez quem sabe aproveitar os créditos da mensagem de Jesus para uma revolução?
       "Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto»".
        Mas também Tomé é surpreendido pela presença gloriosa de Jesus, que na omnipotência divina, Se deixa ver e tocar. Não é um fantasma, um espírito a vaguear pelo mundo, é o mesmo Jesus Cristo crucificado e no entanto já ultrapassada a limitação temporal e espacial.

       3 - Com a ressurreição de Jesus Cristo e com o envio do Espírito Santo nasce a Igreja. Quando Jesus aparece aos discípulos dá-lhes, desde logo, a missão. Missão de serem testemunhas da ressurreição e, com a força do Espírito, perdoarem os pecados, estabelecendo no mundo inteiro, no coração de cada homem e mulher, a paz que d'Ele recebem.
       Mas para testemunhar e para que no anúncio haja coerência é necessário viver, e viver em comunidade.
       O livro dos Actos dos Apóstolos mostra-nos como a comunidade nascente se torna fonte de inspiração para toda a Igreja e para as comunidades futuras: "Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de temor. Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se".
       Para Deus todos somos filhos. Somos irmãos. Vivamos como irmãos. Neste tempo de carestia, maior terá de ser a nossa atenção para que também entre nós não haja necessitados. A paz não se constrói de estômago vazio.

       4 - Pela Sua morte e ressurreição, Jesus introduz-nos nos novos céus e nova terra, redime-nos com o Seu amor, salva-nos com a Sua entrega, ainda que tenhamos que viver em permanente tensão entre a graça de Deus que nos atrai e as nossas fragilidades que, por vezes, se sobrepõem.
       São Pedro é muito expressivo, apresentando-se também como testemunha. Por vezes deixou-se enredar no seu egoísmo, nos seus impulsos imediatos, e oscilou entre o seguir o Mestre e o querer alterar-Lhe os planos. Foi provado e escolhido para apascentar o rebanho de Cristo.
       Atentemos às Suas palavras: "Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe, nem se mancha, nem desaparece... Isto vos enche de alegria, embora vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar...".
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Textos para a Eucaristia (ano A): Act 2, 42-47; 1 Ped 1, 3-9; Jo 20, 19-31

Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho

       Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto. Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram. Depois disto, manifestou-Se com aspecto diferente a dois deles que iam a caminho do campo. E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito. Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 9-15).
       O Evangelista Marcos apresenta-nos as várias aparições do Ressuscitado. Jesus ressuscitou a apareceu a Maria Madalena, depois a dois discípulos que iam a caminho do campo (discípulos de Emaús), depois aos Onze.
       Destaca-se, por um lado, as diferenças dos quatro evangelistas quanto às aparições, como por exemplo, a aparição a Maria Madalena, ou às mulheres, aos dois discípulos que iam para o campo, ou iam para Emaús. Neste concreto as diferenças são abonatórias, pois os evangelistas não combinaram entre eles, não é uma farsa, de contrários todos os pormenores coincidiriam. Por outro lado, concordam no essencial, na ressurreição de Jesus, nas aparições do Ressuscitado e nas dúvidas surgidas após os primeiros sinais da ressurreição. Os discípulos ainda não estão refeitos da tragédia e já se anuncia um novo dia, um novo tempo, o Dia do Senhor (= Dies Domini = Domingo, em português), o dia da Ressurreição e da Vida.
       Um dado mais, sobre Maria Madalena. Além de ser referida nos vários evangelhos como primeira testemunha da ressurreição, individualmente ou com as outras mulheres, Marcos dá-nos um referência concreta sobre a sua identidade. Já sabemos que é de Magdala (= Magdalena = Madalena), mas sabemos também que foi uma mulher de quem Jesus expulsou 7 demónios, ou por outra, Jesus curou-a. Desengane-se, uma vez mais, corrigindo o erro, quem a identifica umas vezes com uma prostituta outras vezes com a mulher apanhada em flagrante adultério. Destas duas mulheres não sabemos nem o nome nem a identidade até como forma de preservá-las, depois da conversão.
       Um aspecto final: a aparição de Jesus leva à missão: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura»

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ecclesia: Beatificação de João Paulo II

A Páscoa como compromisso social

       A Páscoa implica que os cristãos estejam atentos aos mais necessitados e se empenhem na melhoria das condições sociais, sublinhou esta manhã o Papa, durante a audiência geral realizada no Vaticano.
        “Cada cristão, assim como cada comunidade, se vive a experiência desta passagem da ressurreição, não pode não ser fermento novo no mundo, dando-se sem reserva pelas causas mais urgentes e mais justas”, afirmou Bento XVI.
       No discurso que proferiu na Praça de São Pedro, o Papa referiu que a certeza do céu (como imagem da vida eterna prenunciada pela ressurreição de Cristo) é inseparável do compromisso na terra (alusão à transformação do mundo).
       “É verdade que somos cidadãos de uma outra ‘cidade’, onde se encontra a nossa verdadeira pátria, mas o caminho para esta meta deve ser percorrido diariamente sobre esta terra”, realçou.
       Os cristãos, “crendo firmemente que a ressurreição de Cristo renovou o homem sem o tirar do mundo no qual constrói a sua história”, devem ser “testemunhas luminosas” da “vida nova” trazida pela Páscoa, frisou Bento XVI.
       Para o Papa, a “missão” dos fiéis consiste em “fazer ressurgir no coração do próximo a esperança onde há desespero, a alegria onde há tristeza, a vida onde há morte”, dando “à cidade terrena um rosto novo que favoreça o desenvolvimento do homem e da sociedade segundo a lógica da solidariedade” e da “bondade”.
       A alocução de Bento XVI incluiu uma saudação aos católicos da ilha italiana de Lampedusa, onde nas últimas semanas têm chegado embarcações com pessoas de origem africana e asiática.
       O Papa encorajou os cristãos locais a continuarem o “empenho de solidariedade” para com os migrantes, que encontram na ilha “um primeiro asilo de acolhimento”, e desejou que “os órgãos competentes prossigam a indispensável ação de tutela da ordem social no interesse de todos os cidadãos”.
       Referindo-se à “forma pascal” que a existência humana deve assumir, Bento XVI salientou que os cristãos devem partir da “compreensão autêntica da ressurreição de Jesus”.
       Este ressurgimento, explicou, “não é um simples retorno à vida anterior”, mas uma realidade que deixa de estar “submetida à caducidade do tempo” e passa a ficar “imersa na eternidade de Deus”.
       Nas palavras que proferiu em língua portuguesa, o Papa saudou em particular os “queridos peregrinos” de Lisboa e Sertã e os brasileiros de Poços de Caldas.
       “Não podemos guardar só para nós a vida e a alegria que Cristo nos deu com a sua Ressurreição, mas devemos transmiti-la a quantos se aproximam de nós. Assim, fareis surgir no coração dos outros a esperança, a felicidade e a vida!”, disse Bento XVI.
       Entre o domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo, e 12 de junho (dia de Pentecostes, palavra de origem grega que significa “cinquenta dias”), a Igreja Católica vive o “Tempo Pascal”, o período mais significativo do seu calendário litúrgico.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vida de João Paulo II

Beato João Paulo II - excelente dossier...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Semana Santa | Páscoa 2011: em imagens

       O acontecimento fundante do cristianismo e da Igreja é a Páscoa de Jesus Cristo. Do seu lado aberto, na Cruz, saiu sangue e água, símbolos dos Sacramentos do Baptismo e da Eucaristia, mas validados pela ressurreição de Jesus. Daí que a Liturgia da Igreja acentue a vivência da Semana Santa e da Páscoa, como oportunidade de reflectir e de se deixar envolver pelo mistério de Amor de Deus por nós, na entrega de Jesus até ao limite, ou melhor, para lá de qualquer, e a certeza, na ressurreição, de que Deus Se coloca do lado do Amor, da Vida, da Ressurreição, Se coloca do lado do ser humano, acolhendo a nossa natureza à Sua direita, em Jesus Cristo.
       Neste vídeo, com a música suave e envolvente da Irmã Glenda, algumas imagens das celebrações nas comunidades de Tabuaço e de Pinheiros.

Mulher, porque choras? A quem procuras?

       Os Anjos perguntaram a Maria: «Mulher, porque choras?» Ela respondeu- lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, sem saber que era Ele. Disse-lhe Jesus: «Mulher, porque choras? A quem procuras?» Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe: «Senhor, se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela voltou-se e respondeu em hebraico: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai. Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus». Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor». E contou-lhes o que Ele lhe tinha dito (Jo 20, 11-18).
       O túmulo vazio é um sinal, um forte indício da ressurreição de Jesus segundo a carne.
       Com efeito, a fé é imprescindível para a compreensão deste acontecimento maior da nossa fé, uma vez que nos coloca numa dimensão que ultrapassa o tempo e a história, e, de novo, coloca Deus dentro das fronteiras do humano, do espaço-temporal, para nos ajudar a limitação e a fragilidade e nos abrirmos ao futuro de Deus.
       Maria Madalena, diante do sepulcro vazio, chora! A aparição dos Anjos e sobretudo de Jesus vai aclarar a sua fé. Só o encontro com Jesus ressuscitado nos faz olhar com olhos novos a nova realidade que chega até nós por Jesus Cristo.
       Por outro lado, e como temos vindo a destacar, não é no túmulo que se encontra a vida, mas é na vida actual que encontraremos Jesus Cristo. O túmulo fica como sinal, mas faz parte do passado, da história, mas como convite a olhar em frente com confiança, serenidade e alegria. Por outro lado ainda, Cristo ressuscitado não Se limita nas fronteiras de um povo, de uma religião ou de uma cultura, mas na "vastidão" de Deus pode, pelo Espírito Santo, manifestar-Se ao mundo inteiro.

Salvai-vos desta geração perversa»

       No dia de Pentecostes, disse Pedro aos judeus: «Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel que Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes»... «Convertei-vos e peça cada um de vós o Baptismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo, porque a promessa desse dom é para vós, para os vossos filhos e para quantos, de longe, ouvirem o apelo do Senhor nosso Deus». E com muitas outras palavras os persuadia e exortava, dizendo: «Salvai-vos desta geração perversa» (Actos 2, 36-41).

       A experiência da Ressurreição de Jesus Cristo é de difícil compreensão. É algo de surpreendentemente novo e diferente. É uma ressurreição, como nos diz Bento XVI, para a vastidão de Deus e já não para a vida que se tinha anteriormente como aconteceu com as ressurreições que Jesus realizou. Em todo o caso, ainda que não se possa descrever a ressurreição enquanto tal, facilmente se verificam os frutos da mesma e do encontro com o Ressuscitado. As mulheres que, com temor e alegria, anunciam a ressurreição, ou como ouvimos hoje na primeira leitura, dos Actos dos Apóstolos, o destemido Pedro, a falar com desassombro, em linguagem entendível. Se antes víamos em Pedro a hesitação, agora vemos a convicção que lhe vem pela fé, pelo Espírito.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pinheiros: Páscoa | Visita Pascal

       Em muitas terras, a Visita Pascal (Compasso) realiza-se na Segunda-feira de Páscoa (ou até na terça, ou no II Domingo de Páscoa). Na paróquia de Pinheiros, ao longo dos anos, esta é uma tradição que não se pretende mudar: participar na Visita Pascal em outras terras e reservar a Segunda-feira de Páscoa para que os familiares e conterrâneos possam associar-se a esta Festa Maior.
       Ficam algumas fotos identificativas.
Celebração da Santa Missa
Procissão da Ressurreição
 Visita Pascal de casa em casa
Visita Pascal no Cemitério

domingo, 24 de abril de 2011

Reflexão para a Páscoa - Pe. João Carlos

Páscoa:
       Tempo de recordar as verdades fundamentais da nossa fé: Cristo, Filho de Deus e Nosso Senhor fez-se carne, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai, a interceder por nós. E isto por nós homens e pela nossa salvação!
        No tempo pascal somos convidados a reflectir duma forma mais atenta sobre estas expressões cujo conteúdo é depósito da nossa fé. Quantas vezes as repetimos maquinalmente na recitação do Credo sem medirmos o seu alcance e profundidade.
       Mas elas reassumem toda a história da salvação, iluminando o que está para trás e abrindo caminho ao nosso futuro.
       Santo Ireneu recordava que o Pai de Adão é o mesmo Pai de Cristo, Deus Criador é também Deus Salvador. Da mesma forma que Adão tirado do pó da terra foi revestido de carne e sangue, assim Jesus Cristo, o Filho de Deus, Se revestiu de carne e sangue, para que na natureza humana pecadora se realizasse a Redenção da mesma. Pelo pecado da desobediência de um só homem, Adão, entrou o pecado no mundo, do mesmo modo pela obediência de um só, Jesus Cristo, a salvação penetrou na humanidade.
       Mas esta salvação única trazida por Cristo, vem na lógica de uma solidariedade entre o Criador e o homem que desde o início nunca foi negada por Deus. É por isso que o nosso Deus é o Deus da Aliança, porque muitas vezes e de muitos modos Ele veio em auxílio da humanidade decaída, enviando os Profetas e fazendo Alianças com o Povo. As leituras da Vigília Pascal são memórias vivas das principais intervenções de Deus a favor do seu Povo para lhe propor caminhos novos de renovação. Mas o contraste na observância das Alianças estabelecidas é enorme, de um lado temos o Povo que sempre se esquece dos benefícios de Deus e se afasta do cumprimento das promessas feitas, do outro temos Deus que é sempre fiel à sua palavra. A fidelidade é o nome do amor no tempo. Amor verdadeiro que não se nega, que não desiste, que não responde ao mal com o mal. Deste modo na plenitude dos tempos Deus enviou o Seu Filho nascido de uma mulher para estabelecer com a humanidade uma Aliança Nova e Eterna.
       O tempo da Quaresma que antecede a Páscoa é a história da perseverança e da paciência de Deus, diante da instabilidade e impaciência do homem. E foi para os instáveis, impacientes e pecadores que Jesus dirigiu a sua especial atenção: Zaqueu, Filho Pródigo, Maria Madalena, Samaritana, Lázaro e… tantos cegos e paralíticos. A todos, Jesus propõe uma cura e uma conversão para que os que andam no erro deixem cair as suas cegueiras e para que os que estão paralíticos, pela falta de futuro e esperança, arrepiem caminho. Esta presença de Jesus Vivo para sempre é também para nós hoje, porque esta aliança é nova e eterna, e somos convidados a deixar-nos tocar por Ele, a deixá-l’O entrar em nossa casa e curar as nossas cegueiras, paralisias e pecados. Só assim somos salvos, só assim acolhemos a salvação que Ele nos alcançou por preço tão elevado: Corpo dilacerado na cruz, sangue derramado para nos purificar dos nossos pecados. Só morrendo para o mal ressuscitemos para a vida nova: é o nosso mistério pascal associado ao mistério pascal de Cristo.
       Ao mesmo tempo a solidariedade de Deus com a humanidade é também - na última Ceia, no gesto do lava pés - um convite e um mandato a sermos solidários uns com os outros. Quando o Povo anda pelos caminhos rectos é todo o Povo que beneficia, quando porém um Povo se afasta do direito e da justiça é igualmente todo o Povo que sofre. A crise económica que estamos a atravessar lembra-nos esta solidariedade fatal entre uns e outros. Todos perdemos quando o nosso irmão perde.
Importa por isso indicar caminhos novos para o homem: caminhos de justiça, de solidariedade, de fraternidade e de partilha. Estes são valores do Evangelho e são o Testamento que Jesus deixou antes de morrer: o Mandamento Novo do Amor.
       Demos por isso do nosso pão aos necessitados, mas demos também valores e esperança. Recordemos aos nossos irmãos que Deus não nos abandona, recordemos as maravilhas que já fez por nós, recordemos que a maior riqueza é viver na comunhão diária com Deus e que a maior pobreza é afastarmo-nos de Deus que é a fonte de todos os bens.
       Na contemplação assombrada do imenso amor de Deus para connosco respondamos com o acolhimento do gesto salvador da Cruz e Ressurreição na nossa vida e façamo-nos apóstolos dessa Boa Nova junto dos nossos irmãos.

Pe. João Carlos

PÁSCOA DE JESUS CRISTO - 24 de abril de 2011

       1 – "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro... Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro... Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos".
       A ressurreição é um acontecimento inaudito, surpreendente, novo. Como nos lembra Bento XVI, no livro "Jesus de Nazaré", no segundo volume, os judeus conheciam a Ressurreição dos mortos, no fim dos tempos, no último dia. Também puderam testemunhar a ressurreição de Lázaro, do jovem de Naim e da filha de Jairo. Mas neste caso, eles voltam, por algum tempo, à vida que tinham antes, e também para eles a morte temporal chegará (de novo). A ressurreição de Jesus é uma realidade nova. É Ele, mas já não com as limitações espácio-temporais. "Ele, diz Bento XVI, saiu para uma vida diversa, nova: saiu para a vastidão de Deus e é a partir dela que Se manifesta aos Seus".
       Os Apóstolos são surpreendidos com a Ressurreição. Apesar da sua fé, não era claro o que queria dizer Jesus com o anúncio da Sua ressurreição. Daí a necessidade de "verem", de palpar. As mulheres testemunham, mas os discípulos precisam de ir ao túmulo, precisam de encontrar Jesus. Só nesse encontro pessoal é que compreendem que estão perante uma realidade nova. É Cristo que vêem, Ressuscitado, que Se senta à mesa com eles, mas sem possibilidade de O "prenderem" na história e no tempo.
       2 – A Ressurreição de Jesus é a certeza de que Deus Pai sanciona o projecto de Jesus. É Deus Quem O envia para junto de nós. Em Jesus, Deus assume a nossa humanidade e e nossa fragilidade, as nossas limitações, não para ficar igual a nós mas para nos libertar, para iluminar o nosso caminho, para nos ensinar a fazer com que o mundo e a história em que vivemos se tornem novos céus e nova terra, para todos e todos possamos identificarmo-nos na origem, como irmãos, como filhos de Deus.
       "Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos Judeus e em Jerusalém; e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos".
       Esta é a marca de Cristo e há-de ser a marca dos cristãos. Jesus passou fazendo o bem. O cristão deve tornar-se, em Cristo, um fazedor do bem, enquanto testemunha, em palavra e obras, pela voz e pela vida, da ressurreição de Jesus, como fizeram os primeiros cristãos.
       As palavras de Pedro, em nome dos Apóstolos, são sintomáticas. Todos eles fizeram a experiência de encontro com o Ressuscitado, revisitaram as suas vidas à luz da Ressurreição, e tornaram-se Apóstolos. Com eles também nós, para este tempo, nos tornamos anunciadores da ressurreição e da vida.

       3 – Ouçamos as palavras do Apóstolo Paulo: "Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória".
       Pelo Baptismo tornámo-nos novas criaturas, entramos na ressurreição de Jesus Cristo. Logo, a nossa vida há-de ser projectada e enformada pela luz da ressurreição. As obras das trevas não são próprias do dia. Devemos aspirar às coisas do alto. Cristo Jesus atrai-nos desde a eternidade de Deus. Colocou à direita do Pai a nossa humanidade, atraindo-nos constantemente. Importa que nos deixemos atrair por Ele e para Ele, vivendo desta vida nova que recebemos pela água e sobretudo pelo Espírito Santo.
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Textos para a Eucaristia (ano A): Act 10,34a.37-43; Col 3,1-4; Jo 20,1-9.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Via-sacra no Coliseu de Roma

       Bento XVI presidiu esta noite à tradicional Via-Sacra de sexta-feira Santa, no Coliseu de Roma, lembrando o sofrimento das crianças e a “mentira” na sociedade de hoje.
       Na oração inicial desta celebração, alertou-se para a "desordem do coração" que  "desfigura a ingenuidade dos pequeninos e dos fracos".
        O Papa falou ainda das “várias máscaras da mentira” que "ridicularizam a verdade" e "as lisonjas do sucesso" que sufocam o “apelo íntimo à honestidade”, bem como de um “vazio de sentido e de valores” na educação.
       Durante a cerimónia, aludiu-se ao "peso da perseguição contra a Igreja de ontem e de hoje, a perseguição que mata os cristãos em nome de um deus alheio ao amor e a que mina a sua dignidade com «lábios mentirosos e palavras arrogantes»".
       "Jesus carregou o peso da perseguição contra Pedro, aquela contra a voz clara da «verdade que interpela e liberta o coração». Jesus, com a sua Cruz, carregou o peso da perseguição contra o seus servos e discípulos, contra aqueles que respondem ao ódio com o amor, à violência com a mansidão", assinalava a meditação.
       No final da celebração, Bento XVI apresentou um convite a meditar sobre o “silêncio da cruz, o silêncio do amor, que leva o peso da dor”.
       A cruz, que parece uma “derrota”, disse, “não é o sinal da vitória da morte, mas o sinal luminoso do amor”.
       “A cruz fala-nos do amor supremo de Deus”, indicou, falando no “princípio da nova esperança”.
       A autora dos textos lidos durante a Via-Sacra, Maria Rita Piccione, quis dar espaço “à voz da infância, por vezes insultada, magoada, explorada”, não só devido aos abusos sexuais, “pois o campo é muito amplo e diz respeito à toda a humanidade”.
       A monja de clausura italiana referiu à Rádio Vaticano que a redação dos textos foi inspirada pelos crentes e por “todas as pessoas”, bem como pelo “coração humano”, que descreveu “como um laboratório no qual se decidem o destino do que acontece em nível muito mais amplo”.
       A publicação com os textos, distribuída às pessoas presentes na celebração, incluía imagens de Elena Manganelli, que à semelhança da autora das meditações pertence à congregação agostinha.
       A Via-Sacra, que se realiza sobretudo nos tempos penitenciais, consiste em evocar espiritualmente o trajeto que Jesus realizou em Jerusalém até à sua morte e sepultura com momentos de meditação e oração em várias etapas, chamadas estações, habitualmente 14.
       No início de cada estação, aparecia "uma frase muito breve que pretende oferecer a chave de leitura da respetiva estação”.
       “Podemos recebê-la como que vinda de uma criança, numa espécie de apelo à simplicidade dos pequeninos que sabem captar o coração da realidade e num espaço simbólico de acolhimento, na oração de Igreja, da voz da infância por vezes ofendida e explorada”, pode ler-se na apresentação das reflexões.
       Correspondendo a um desejo da autora das meditações deste ano, duas crianças leram as introduções a cada estação.
       A cruz foi transportada ao longo do percurso, entre outros, pelo cardeal Agostino Vallini, vigário do Papa para a diocese de Roma; uma família romana e outra da Etiópia; duas monjas agostinhas; um franciscano e uma rapariga egípcia; um doente em cadeira de rodas e dois frades da custódia da Terra Santa.
       O Papa pede todos os anos a um autor diferente para redigir as reflexões da celebração, seguida por dezenas de milhares de peregrinos com velas na mão que se concentram junto ao Coliseu, na capital italiana, e por milhões de pessoas em todo o mundo, através dos meios de comunicação social.

Bento XVI responde a perguntas de telespectadores

       Passou hoje, na Televisão italiana, o programa previamente gravado, no qual o Papa Bento XVI respondeu a perguntas dos telespectadores. Neste vídeo são sublinhadas duas respostas, a uma criança que interroga sobre o sofrimento das crianças e de uma mãe, cujo filho se encontra em coma, que pergunta sobre a alma do filho gravemente doente...

A Paixão de Cristo...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quinta-feira Santa, em Tabuaço

       Celebração da Missa da Ceia do Senhor, com a Instituição da Eucaristia e do Lava-pés, dois momentos que se interligam, a Eucaristia compromete-nos no serviço aos irmãos. Viver verdadeira e conscientemente a Eucaristia leva-nos à caridade. Aliás, a Eucaristia é já Sacramento da Caridade, de Deus para com a humanidade, e na humanidade/divindade de Jesus Cristo, a construção dos novos céus e da nova terra entre todos.
       Duas imagens que exemplificam a nossa celebração, com a presença do reverendo Pe. João Carlos.