sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Papa Francisco - Alegria do Evangelho - São Tomás

       No passado dia 24 de novembro, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e Encerramento do Ano da Fé, o Papa Francisco entregou á Igreja a Sua primeira Exortação Apostólica, A Alegria do Evangelho - Evangelii Gaudium. Resulta do Sínodo dos Bispos, realizado entre os dias 7 e 28 de outubro de 2012, presidido por Bento XVI, sobre a Nova Evangelização para a Transmissão da Fé. Habitualmente, depois do Sínodo é publicada uma Exortação, em que o Papa recolhendo e sintetizando os propósitos do Sínodo, apresenta as linhas de força, neste caso, para a vivência da fé, no contexto atual.
       Como é do conhecimento geral, Bento XVI resignou à missão de Papa, sendo eleito um novo Papa, em 13 de março, como título de Francisco, a quem coube elaborar esta Exortação que vivamente recomendamos. O documento anterior, a Encíclica Lumen Fidei, ainda que a assinatura seja de Francisco, foi preparada e enformada por Bento XVI, recolhendo algumas notas/impressões pessoais de Francisco. A Exortação é toda ela da lavra de Francisco.
       Muito já se disse e continua a dizer desta Exortação, pelo que aqui traga apenas um ou outro sublinhado.
       Em primeiro lugar, e para quem gosta muito de comparações, ficam claro que não são relevantes. Cada Papa tem a sua maneira de ser e de pastorear. Mas as diferenças não são tamanhas como as semelhanças. Num e noutro, em Bento XVI e em Francisco, vêm ao de cima a grande fé e proximidade a Jesus Cristo e à Sua palavra de amor. Escrevem de forma simples, direta, acessível, envolvente, cuja mensagem é claramente perceptível. Cada Papa traz o seu cunho pessoal. Não foi diferente de Bento XVI, não é diferente de Francisco. Se alguma diferença se nota, talvez o facto de o discurso de Francisco não ser não sistemático, mas mais ao correr da pena.
       Como em muitos documentos papais anteriores, também este se socorre dos Predecessores, como João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI.
       Da minha leitura, agradável e viciante, verifiquei outra diferença: Bento XVI cita muito Santo Agostinho, sobre quem escreve, reflete, promove; Francisco escreve e cita com maior frequência São Tomás de Aquino. Para Francisco, a Suma Teológica é uma referência constante. Santo Agostinho para já está mais escondido.
       Evangelho significa precisamente Boa Notícia, capaz de suscitar alegria, essencial ao anúncio do Evangelho. Quem acolhe Jesus, fá-lo com alegria, que há de transbordar para os outros, em compromissos de serviço e de caridade.
       Há toda uma linguagem e termos que Francisco tem vindo a vincar: cultura do encontro, cuidado dos mais frágeis, educação e cultura, a cultura do descarte, contrapondo com a cultura da proximidade...
       Mais um belíssimo texto que infunde esperança, mobilizando a vivência alegre e comprometida da fé, no mundo atual.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Bento XVI - Maria, Virgem Imaculada, Mãe da Igreja

       Mas agora devemos perguntar-nos: o que significa "Maria, a Imaculada"? Este título tem algo a dizer-nos? A liturgia hodierna esclarece-nos o conteúdo desta palavra com duas imagens grandiosas. Em primeiro lugar, há a maravilhosa narração do anúncio a Maria, a Virgem de Nazaré, da vinda do Messias. A saudação do Anjo é tecida com fios do Antigo Testamento, especialmente do profeta Sofonias. Ele faz ver que Maria, humilde mulher de província que vem de uma estirpe sacerdotal e traz em si o grande património sacerdotal de Israel, é "o santo resto" de Israel ao qual os profetas, em todos os períodos de dificuldade e de trevas, fizeram referência. Nela está presente o verdadeiro Sião, a morada pura e viva de Deus. O Senhor habita nela, e nela encontra o lugar do seu repouso. Ela é a casa viva de Deus, que não habita em edifícios de pedra, mas no coração do homem vivo. Ela é o rebento que, na obscura noite invernal da história, brota do tronco abatido de David. É nela que se cumpre a palavra do Salmo: "A terra produziu o seu fruto" (67, 7). Ela é o botão do qual deriva a árvore da redenção e dos redimidos. Deus não fracassou, como podia parecer já no início da história com Adão e Eva, ou durante o período do exílio babilónico, e como novamente parecia no tempo de Maria, quando Israel se tornou definitivamente um povo sem importância, numa região ocupada, com poucos sinais reconhecíveis da sua santidade. Deus não fracassou. Na humildade da casa de Nazaré vive o Israel santo, o resto puro. Deus salvou e salva o seu povo. Do tronco abatido resplandece de novo a sua história, tornando-se uma nova força que orienta e impregna o mundo. Maria é o Israel santo; ela diz "sim" ao Senhor, coloca-se plenamente à sua disposição e assim torna-se o templo vivo de Deus.
       A segunda imagem é muito mais difícil e obscura. Esta metáfora tirada do Livro do Génesis fala-nos de uma grande distância histórica, e somente com dificuldade pode ser esclarecida; somente durante a história foi possível desenvolver uma compreensão mais profunda daquilo que ali é mencionado. Prediz-se que durante toda a história continuará a luta entre o homem e a serpente, ou seja, entre o homem e os poderes do mal e da morte. Porém, é também prenunciado que "a estirpe" da mulher um dia vencerá e esmagará a cabeça da serpente, da morte; prenuncia-se que a linhagem da mulher e nela a mulher e a própria mãe vencerá e que assim, mediante o homem, Deus vencerá. Se, juntamente com a Igreja crente e orante, nos colocarmos à escuta diante deste texto, então poderemos começar a compreender o que é o pecado original, o pecado hereditário, e também o que é a tutela contra este pecado hereditário, o que é a redenção.
       Qual é o quadro que nesta página nos é apresentado? O homem não confia em Deus. Ele tentado pelas palavras da serpente, alimenta a suspeita de que Deus, em última análise, tira algo da sua vida, que Deus é um concorrente que limita a nossa liberdade e que nós só seremos plenamente seres humanos, quando O tivermos posto de lado; em síntese, somente deste modo podemos realizar na plenitude a nossa liberdade. O homem vive na suspeita de que o amor de Deus cria uma dependência e que é necessário libertar-se desta dependência para ser plenamente ele mesmo. O homem não deseja receber de Deus a sua existência e a plenitude da sua vida. Quer haurir ele mesmo, da árvore da ciência, o poder de plasmar o mundo, de se fazer deus elevando-se ao nível d'Ele e de vencer com as próprias forças a morte e as trevas. Não quer contar com o amor, que não lhe parece confiável; ele conta unicamente com a ciência, dado que ela lhe confere o poder.
       Em vez de visar o amor, tem como objectivo o poder com que deseja ter nas suas mãos, de modo autónomo, a própria vida. E ao fazê-lo, confia na mentira e não na verdade, e assim mergulha com a sua vida no vazio, na morte. Amor não é dependência, mas dom que nos faz viver. A liberdade de um ser humano é a liberdade de um ser limitado e, portanto, ela mesma é limitada. Só a podemos possuir como liberdade compartilhada, na comunhão das liberdades: a liberdade pode desenvolver-se unicamente se vivermos do modo justo uns com os outros, e uns para os outros.
       Nós vivemos do modo justo, se vivermos segundo a verdade do nosso ser, ou seja, segundo a vontade de Deus. Porque a vontade de Deus não é para o homem uma lei imposta a partir de fora, que o obriga, mas a medida intrínseca da sua natureza, uma medida que está inscrita nele e que o torna imagem de Deus e, assim, criatura livre. Se nós vivermos contra o amor e contra a verdade contra Deus então destruir-nos-emos uns aos outros e aniquilaremos o mundo. Então, não encontraremos a vida, mas defenderemos o interesse da morte. Tudo isto é narrado com imagens imortais na história do pecado original e da expulsão do homem do Paraíso terrestre.
       Estimados irmãos e irmãs! Se reflectirmos sinceramente sobre nós mesmos e sobre a nossa história, devemos dizer que com esta narração se descreve não só a história do princípio, mas a história de todos os tempos, e que todos trazemos dentro de nós próprios uma gota do veneno daquele modo de pensar explicado nas imagens do Livro da Génesis. A esta gota de veneno, chamamos pecado original. Precisamente na festa da Imaculada Conceição manifesta-se em nós a suspeita de que uma pessoa que não peque de modo algum, no fundo, seja tediosa; que falte algo na sua vida: a dimensão dramática do ser autónomo; que faça parte do verdadeiro ser homem, a liberdade de dizer não, o descer às trevas do pecado e o desejar realizar sozinho; que somente então seja possível desfrutar até ao fim toda a vastidão e a profundidade do nosso ser homens, do ser verdadeiramente nós mesmos; que devemos pôr à prova esta liberdade também contra Deus, para nos tornarmos realmente nós próprios. Em síntese, pensamos que o mal no fundo seja bem, que dele temos necessidade, pelo menos um pouco, para experimentar a plenitude do ser. Julgamos que Mefistófeles o tentador tem razão, quando diz que é a força "que deseja sempre o mal e realiza sempre o bem" (J.W. v. Goethe, Fausto I, 3). Pensamos que pactuar com o mal, reservando para nós mesmos um pouco de liberdade contra Deus, em última análise, seja um bem, talvez até necessário.
       Contudo, quando olhamos para o mundo à nossa volta, podemos ver que não é assim, ou seja, que o mal envenena sempre, que não eleva o homem mas o rebaixa e humilha, que não o enobrece, não o torna mais puro nem mais rico, mas o prejudica e faz com que se torne menor. É sobretudo isto que devemos aprender no dia da Imaculada: o homem que se abandona totalmente nas mãos de Deus não se torna um fantoche de Deus, uma maçadora pessoa consencientemente; ele não perde a sua liberdade. Somente o homem que confia totalmente em Deus encontra a verdadeira liberdade, a grande e criativa vastidão da liberdade do bem. O homem que recorre a Deus não se torna menor, mas maior, porque graças a Deus e juntamente com Ele se torna grande, divino, verdadeiramente ele mesmo. O homem que se coloca nas mãos de Deus não se afasta dos outros, retirando-se na sua salvação particular; pelo contrário, só então o seu coração desperta verdadeiramente e ele torna-se uma pessoa sensível e por isso benévola e aberta.
       Quanto mais próximo de Deus o homem está, tanto mais próximo está dos homens. Vemo-lo em Maria. O facto de Ela estar totalmente junto de Deus é a razão pela qual se encontra também próxima dos homens. Por isso, pode ser a Mãe de toda a consolação e de toda a ajuda, uma Mãe à qual, em qualquer necessidade, todos podem dirigir-se na própria debilidade e no próprio pecado, porque Ela tudo compreende e para todos constitui a força aberta da bondade criativa. É nela que Deus imprime a sua própria imagem, a imagem daquela que vai à procura da ovelha perdida, até às montanhas e até ao meio dos espinhos e das sarças dos pecados deste mundo, deixando-se ferir pela coroa de espinhos destes pecados, para salvar a ovelha e para a reconduzir a casa. Como Mãe que se compadece, Maria é a figura antecipada e o retrato permanente do Filho. E assim vemos que também a imagem da Virgem das Dores, da Mãe que compartilha o sofrimento e o amor, é uma verdadeira imagem da Imaculada. Mediante o ser e o sentir juntamente com Deus, o seu coração alargou-se. Nela a bondade de Deus aproximou-se e aproxima-se muito de nós. Assim, Maria está diante de nós como sinal de consolação, de encorajamento e de esperança. Ela dirige-se a nós, dizendo: "Tem a coragem de ousar com Deus! Tenta! Não tenhas medo d'Ele! Tem a coragem de arriscar com a fé! Tem a coragem de arriscar com a bondade! Tem a coragem de arriscar com o coração puro! Compromete-te com Deus, e então verás que precisamente assim a tua vida se há-de tornar ampla e iluminada, não tediosa, mas repleta de surpresas infinitas, porque a bondade infinita de Deus jamais se esgota!".

Bento XVI, A Alegria da Fé.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Bento XVI - Maria, Estrela da Esperança

       Com um hino do século VIII/IX, portanto com mais de mil anos, a Igreja saúda Maria, a Mãe de Deus, como «estrela do mar»: Ave maris stella. A vida humana é um caminho. Rumo a qual meta? Como achamos o itinerário a seguir? A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com rectidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d'Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança? Ela que, pelo seu « sim », abriu ao próprio Deus a porta do nosso mundo; Ela que Se tornou a Arca da Aliança viva, onde Deus Se fez carne, tornou-Se um de nós e estabeleceu a sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14).
       Por isso, a Ela nos dirigimos: Santa Maria, Vós pertencíeis àquelas almas humildes e grandes de Israel que, como Simeão, esperavam «a consolação de Israel» (Lc 2,25) e, como Ana, aguardavam a «libertação de Jerusalém» (Lc 2,38). Vós vivíeis em íntimo contacto com as Sagradas Escrituras de Israel, que falavam da esperança, da promessa feita a Abraão e à sua descendência (cf. Lc 1,55). Assim, compreendemos o santo temor que Vos invadiu, quando o anjo do Senhor entrou nos vossos aposentos e Vos disse que daríeis à luz Àquele que era a esperança de Israel e o esperado do mundo. Por meio de Vós, através do vosso «sim», a esperança dos milénios havia de se tornar realidade, entrar neste mundo e na sua história. Vós Vos inclinastes diante da grandeza desta missão e dissestes «sim».  Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Quando, cheia de santa alegria, atravessastes apressadamente os montes da Judeia para encontrar a vossa parente Isabel, tornastes-Vos a imagem da futura Igreja, que no seu seio, leva a esperança do mundo através dos montes da história. Mas, a par da alegria que difundistes pelos séculos, com as palavras e com o cântico do vosso Magnificat, conhecíeis também as obscuras afirmações dos profetas sobre o sofrimento do servo de Deus neste mundo. Sobre o nascimento no presépio de Belém brilhou o esplendor dos anjos que traziam a boa nova aos pastores, mas, ao mesmo tempo, a pobreza de Deus neste mundo era demasiado palpável. O velho Simeão falou-Vos da espada que atravessaria o vosso coração (cf. Lc 2,35), do sinal de contradição que vosso Filho haveria de ser neste mundo. Depois, quando iniciou a atividade pública de Jesus, tivestes de Vos pôr de lado, para que pudesse crescer a nova família, para cuja constituição Ele viera e que deveria desenvolver-se com a contribuição daqueles que tivessem ouvido e observado a sua palavra (cf. Lc 11,27s). Apesar de toda a grandeza e alegria do primeiro início da actividade de Jesus, Vós, já na Sinagoga de Nazaré, tivestes de experimentar a verdade da palavra sobre o «sinal de contradição» (cf. Lc 4,28s). Assim, vistes o crescente poder da hostilidade e da rejeição que se ia progressivamente afirmando à volta de Jesus até à hora da cruz, quando tivestes de ver o Salvador do mundo, o herdeiro de David, o Filho de Deus morrer como um falido, exposto ao escárnio, entre os malfeitores. Acolhestes então a palavra: «Mulher, eis aí o teu filho» (Jo 19,26). Da cruz, recebestes uma nova missão. A partir da cruz ficastes mãe de uma maneira nova: mãe de todos aqueles que querem acreditar no vosso Filho Jesus e segui-Lo. A espada da dor trespassou o vosso coração. Tinha morrido a esperança? Ficou o mundo definitivamente sem luz, a vida sem objectivo? Naquela hora, provavelmente, no vosso íntimo tereis ouvido novamente a palavra com que o anjo tinha respondido ao vosso temor no instante da anunciação: «Não temas, Maria!» (Lc 1,30). Quantas vezes o Senhor, o vosso Filho, dissera a mesma coisa aos seus discípulos: Não temais! Na noite do Gólgota, Vós ouvistes outra vez esta palavra. Aos seus discípulos, antes da hora da traição, Ele tinha dito: «Tende confiança! Eu venci o mundo» (Jo 16,33). «Não se turve o vosso coração, nem se atemorize» (Jo 14,27). «Não temas, Maria!» Na hora de Nazaré, o anjo também Vos tinha dito: «O seu reinado não terá fim» (Lc 1,33). Teria talvez terminado antes de começar? Não; junto da cruz, na base da palavra mesma de Jesus, Vós tornastes-Vos mãe dos crentes. Nesta fé que, inclusive na escuridão do Sábado Santo, era certeza da esperança, caminhastes para a manhã de Páscoa. A alegria da ressurreição tocou o vosso coração e uniu-Vos de um novo modo aos discípulos, destinados a tornar-se família de Jesus mediante a fé. Assim Vós estivestes no meio da comunidade dos crentes, que, nos dias após a Ascensão, rezavam unanimemente pedindo o dom do Espírito Santo (cf. Act 1,14) e o receberam no dia de Pentecostes. O «reino» de Jesus era diferente daquele que os homens tinham podido imaginar. Este «reino» iniciava naquela hora e nunca mais teria fim. Assim, Vós permaneceis no meio dos discípulos como a sua Mãe, como Mãe da esperança. Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco. Indicai-nos o caminho para o seu reino! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho!

Bento XVI, A Alegria da Fé

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Consagração a Nossa Senhora da Conceição - 2013

Virgem Imaculada, Mãe de Deus e nossa Mãe.
De Portugal Rainha, Senhora da Conceição.
Vimos aqui de novo, 25 anos passados,
em que as nossas gentes se quiseram consagrar a Vós,
erguendo, sobre a Vila de Tabuaço, esta imagem e este altar,
para honrar o Vosso Nome e invocar a Vossa Proteção.
Voltamos a este lugar, como comunidade peregrina,
a renovar o nosso compromisso
e a nossa sentida homenagem,
Mãe da Igreja e de cada cristão.
Consagramo-nos a Vós, hoje como então,
Virgem da Conceição.
Guia-nos ao Teu Filho, como outrora aos primeiros cristãos,
no silêncio do sábado santo e na alegria da manhã de Páscoa.
Que aprendamos, como filhos bem-amados,
a seguir o Teu convite de Mãe:
Fazei tudo o que Ele vos disser
e Contigo a responder como discípulos, empenhados:
Faça-se em Mim segundo a Tua Palavra
Consagramos, neste dia e sempre,
o nosso coração ao Teu coração, doce e imaculado.
Que o nosso olhar mergulhe no Teu olhar, humilde e casto,
E no teu regaço de Mãe,
aprendamos a amarmo-nos como irmãos.
Faz com que o Teu sorrir
nos encha de bondade e misericórdia.
Consagramos-Te as nossas casas, as nossas ruas e praças,
os de cá e os que nos visitam, os que chegam e os que partem.
Confiamos-Te, Mãe santíssima,
as nossas crianças, adolescentes e jovens…
Que em Ti encontrem refúgio e em nós esperança e luz.
E os nossos irmãos mais crescidos,
os que sentem o peso da idade, a doença e a solidão,
os que se sentem incompreendidos e injustiçados…
Que em Ti se aconcheguem
e em nós descubram atenção, proximidade e ajuda.
Pedimos-Te, Mãe admirável,
cheia de graça e de beleza, de alegria e de luz,
ampara as nossas famílias,
de modo muito especial as que estão mais fragilizadas,
pela doença, pela discórdia, pela morte de algum familiar,
pela falta de trabalho condigno,
que lhes daria segurança e paz.
Sejas para todos Estrela da Esperança que anima e conduz.
E que também hoje possamos levantar o olhar e o coração,
contemplando o Teu amor,
deixando-nos levar pela Tua mão,
e, como Tu, dizer SIM a Deus e ao irmão.
Sim, no serviço e na fidelidade a Jesus.
Sim, na dúvida e no cansaço que nos aflige.
Sim, quando nos falta o chão e a coragem
e a pedalada para caminhar.
E como Tu, Maria Imaculada,
saibamos resistir diante da Cruz,
com o coração despedaçado,
mas com o olhar a Jesus ligado,
de Quem nos vem a paz e a salvação.
Consagramo-nos como Filhos Teus,
toda a nossa vida, o trabalho e o lazer,
as angústias e as tristezas, as alegrias e as esperanças,
E que o nosso pão de cada dia, partilhado,
tenha o sabor do amor e da alegria, e da comunhão,
para que em cada Eucaristia e em cada encontro,
Contigo, ó Mãe, nos sintamos família.
Virgem Imaculada, nossa Rainha e Padroeira,
Senhora da Conceição,
concede-nos a dita, a Teus filhos em Tabuaço
e a quantos Te têm por Mãe,
de um dia Te encontrarmos, na felicidade eterna,
no reino do Teu amado Filho,
que com o Pai vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Amém.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Festa de Nossa Senhora da Conceição - Tabuaço 2013

       A festa da Padroeira é, sem dúvida, o momento mais significativo para a comunidade paroquial de Tabuaço, congregando pessoas e instituições. Este ano teve a peculiaridade das Bodas de Prata do Monumento erigido em honra de Nossa Senhora da Conceição, sobre a Vila/Paróquia de Tabuaço. Ao longo de 9 dias a novena, tempo de reflexão, de oração, de encontro.
       No primeiro sábado da novena, o Compromisso dos Acólitos. No segundo sábado, véspera da Imaculada Conceição, a iniciativa do Sdpj Lamego, com a EAJ, "Mensageiros do Amor" - Preparação do Natal, para os jovens do Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe, Tabuaço. A animação foi da responsabilidade dos Jovens sem fronteiras, com a presença do Pe. Pedro, que presidiria à Missa vespertina. À noite, o concerto de Oração com Claudine Pinheiro, num momento de rara beleza musical.
       O grande dia é o dia 8 de dezembro, com a solene Eucaristia e com a Procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição, que este ano se deslocou à Fraga do Tostão, onde se encontra o Monumento, sobre a Vila e Paróquia de Tabuaço, local onde se renovou a Consagração a Nossa Senhora, seguindo-se a bênção de viaturas dos Bombeiros Tabuaço, que têm como Madrinha Nossa Senhora da Conceição. O pregador da novena e da solenidade foi o Pe. Jorge Henrique, contando, neste último e dia principal com a presença amistosa do Pe. João Morgado, que é também Pró Vigário Geral da Diocese de Lamego, e com o reverendo Pe. Ildo, Pároco de Chavães e de Arcos. Algumas imagens:
Para outras fotos visite a página da Paróquia de Tabuaço no facebooK
ou o nosso GOOGLE +

sábado, 7 de dezembro de 2013

Há 25 anos... Consagração a Nossa Senhora

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

:: 8 de dezembro de 1988 ::
       Virgem Maria, nossa Mãe, Senhora da Conceição e Padroeira de Portugal, para Vós elevamos os nossos olhos para vos saudar como Rainha dos Céus e da Terra.
       Com legítima alegria de Filhos, queremos exaltar a Vossa realeza e reconhecê-la como devida à excelência de todo o Vosso ser, verdadeira Mãe daquele que é Rei por direito próprio, por herança e por conquista.
       Rainha e Mãe, Senhora da Conceição, mostrai-nos o caminho da santidade, orientai-nos e acompanhai-nos para que nunca nos desviemos dele.
       Senhora da Conceição, abri os caminhos da Fé àqueles que ainda não conhecem o Vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.
       Senhora da Conceição, reinai na Santa Igreja que celebra a Vossa soberania e recorre a Vós como refúgio seguro nas adversidades do tempo.
       Senhora da Conceição, reinai na inteligência dos homens para que busquem somente a verdade.
       Reinai sobre as vontades para que façam unicamente o bem;
       Reinai nos corações para que amem sempre o que Vós mais;
       Reinai sobre as nações, sobre Portugal, suas cidades, vilas e aldeias;
       Reinai em Tabuaço, em todas as suas famílias e em cada um dos seus membros, neste fia em que, com fé, amor e gratidão, Vos exalta na inauguração deste monumento levantado em Vossa honra.
       Abençoai, deste altar, a nossa terra, o nosso concelho, estas serras e estes vales e a quantos que, ao perto ou ao longe, invocarem a Vossa proteção de Mãe, Rainha e Padroeira.
        Senhora da Conceição, deste local bendito, atendei as súplicas de quantos a Vós recorrerem e reconhecerem o Vosso reino de Misericórdia.
       Senhora da Conceição, que aqui toda a dor encontre consolação; toda a doença, remédio; toda a preocupação, serenidade e resposta de paz; que toda a lágrima encontre um sorriso; toda a dúvida, uma certeza e todo o infortúnio, uma bênção maternal.
       Senhora da Conceição, a Vós nos consagramos neste dia: velai por nós. Em Vós confiamos, protegei-nos. Sob o Vosso patrocínio, queremos realizar a jornada do nosso caminhar para a vida eterna. Guiai-nos.
       Senhora da Conceição, concedei aos Vosso filhos de Tabuaço e a quantos Vos reconhecem como Rainha, Mãe e Padroeira, a graça de um dia irem gozar convosco a plenitude da felicidade eterna, no Reino do Vosso Filho que vive na unidade do Espírito Santo por todo o sempre. Amém.
 Pe. Manuel Pinto Afonso, Pároco de Tabuaço
(Viveu de 18 de Dezembro de 1915 a 11 de setembro de 2011)

Novena da Imaculada Conceição - 8.º Dia

       Partindo da liturgia da palavra, sobretudo do Evangelho, proposto para esta sexta-feira (Mt 9, 27-31 ), o Pe. Jorge Henrique enquadrou o tempo do Advento, tempo de aprofundar a fé e a confiança no Senhor. Aqueles dois cegos gritam por piedade, mas Jesus seguem o Seu caminho, só os atenderá em casa. É a fé que os guia até Jesus. Persistem até que Jesus os cura.
       Por vezes também nós estamos cegos, cegueira espiritual, quando nos afastamos dos outros e de Deus. Se temos miopia (espiritual) precisamos de ir ao médico e talvez precisemos de usar óculos que curem essa miopia. Ora, Maria é como os óculos que nos ajuda a ver melhor Jesus, nos dá Jesus, com a Sua fé e confiança em Deus e no Seu Filho Jesus.
       Vejamos mais 5 atitudes propostas por Santo Afonso Maria de Ligório, são como as lentes dos óculos com as quais Maria nos aproxima de Jesus. Vejam-se essas atitudes a seguir:

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Novena da Imaculada Conceição - 7.º Dia

       Jesus é o centro da nossa vida cristã. Também neste tempo de Advento que nos prepara para a celebração do Natal, e na nossa comunidade paroquial, para a clebração da Festa da Imaculada Conceição, nossa Padroeira. Por conseguinte, o Padre pregador, na sua reflexão parte, como é expectável, da liturgia da palavra proposta para este dia, fazendo-nos situar numa espécie de parábola contada por Jesus (Mt 7, 21.24-27): aquele que ouve as Suas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que constrói a sua casa sobre rocha firme; aquele que ouve as Suas palavras e não as põe em prática, ou simplesmente não ouve as Suas palavras, é como um homem insensato que assenta a sua casa, a sua vida, sobre a areia. Já sabemos o que acontece quando vêm os vendavais.
       Maria é Aquela - belíssima e supreendente leitura do Evangelho - é Aquela que nos ensina a tranformar a areia movediça na qual muitas vezes se baseia a nossa vida em pedra/rocha firme, dando-nos Jesus Cristo, apontando-nos para Ele, a pedra angular de toda e qualquer edificação. E como?
       A resposta veio em forma de 10 virtudes de Nossa Senhora, As primeiras cinco vêm adiante na pequena folha distribuída no final da Eucaristia, para que a reflexão se aprofunde em família:

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Novena da Imaculada Conceição - 6.º Dia

       Ao sexto dia de novena, o Pe. Jorge Henrique, partindo da liturgia da Palavra (Is 25, 6-10a; Mt 15, 29-37), retomou a reflexão do dia precedente, com o anúncio do profeta Isaías, de um tempo favorável, de concórdia e de paz, de alegria e confiança, acentuando logo depois, no Evangelho, o milagre de Jesus acompanhado pela oração, de ação de graças, não que Ele, sendo Deus, precisasse de dar graças a Deus, mas para nos ensinar a dar graças a Deus. Sem a oração de louvor e de agradecimento não é possível que a nossa vida seja milagre.
       Com efeito, a Virgem Imaculada vive em clima de oração, de escuta, de silêncio, procurando compreender, entender e viver segundo a vontade de Deus.
       No final da Eucaristia, e para aprofundar em casa, sugestão de oração e reflexão:

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Novena da Imaculada Conceição - 5.º Dia

       Partindo da liturgia da Palavra, o Padre pregador procurou fazer-nos sentir no contexto do advento, na vinda do Messias. Na primeira leitura (Is 11, 1-10), a clara referência ao tempo que está para vir, é como um novo início, harmonioso, um novo Paraíso no qual se manifestará o amor de Deus. Aquele que está para vir há de restabelecer um tempo de graça e salvação, trará os dons do Espírito Santo, que se manifestam em Maria e que deverão estar presentes na nossa vida de fé.
       Invocamos o mesmo Espírito de Amor, para melhor acolhermos o Deus que vem, na docilidade do nosso coração, com a piedade que nos aproxima de Deus e dos irmãos, com a fortaleza de ânimo para enfrentarmos as dificuldades do caminho, procurando construir um mundo novo, onde impere o amor e o perdão.
       A descida do Espírito Santo em dia de Pentecostes encontra Maria e os Apóstolos. Hoje encontra Maria e cada um de nós. Somos os Apóstolos deste tempo atual. Como eles também nós havemos de nos deixar guiar pelo Espírito Santo para irradiarmos vida em abundância.
       No final da Eucaristia, e para que em casa cada um pessoalmente ou em família, aprofunde esta reflexão e esta oração:

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Novena da Imaculada Conceição - 4.º dia

       O Messias que vem há de congregar todos os povos. Tema presente na primeira leitura e no Evangelho, desta segunda-feira da 1.ª semana no Advento. Universalidade da salvação que se concretiza na família, a Igreja doméstica.
       Com efeito, aprouve a Deus salvar-nos em comunidade. Existe a Igreja-comunidade e existe a Igreja doméstica, que é cada família. A Igreja congrega-se para rezar, para escutar a palavra de Deus, para refletir, para viver os ensinamentos de Cristo. A família é a primeira casa de oração, é nela que se aprende a viver, por ela se transmitem os valores da dignidade, do respeito, da solidariedade. A sociedade, a família nos laços civis, será tanto mais saudável quanto mais o for a família.
       Também a família de Maria e de José reúnem as condições para acolherem Jesus, para Lhe comunicarem os valores do bem, da verdade, da solidariedade, em atitude de diálogo e respeito.
       Este quarto dia de novena foi sobretudo centrado na importância da família ser verdadeiramente Igreja Doméstica onde se aprende a amar e a respeitar, a promover a vida e acolher todos, sobretudo os mais frágeis e nesse sentido, em oração, pedimos por todas as famílias, especialmente aquelas que se encontram em situações menos favoráveis, pela falta de trabalho ou de saúde, pela discórdia.
       No final o Pe. Jorge Henrique deixou uma oração de João Paulo II:
Ó Deus, de quem procede
toda a paternidade no céu e na terra Tu, Pai, que és Amor e Vida,
faz com que nesta terra
por Teu Filho, Jesus Cristo,
«nascido de mulher»
e pelo o Espírito Santo, fonte de caridade divina,
cada família humana se torne
um verdadeiro santuário de vida e de amor
para as gerações que se renovam sem cessar.
Que tua graça oriente os pensamentos
e as acções dos esposos
para o grande bem de suas famílias
e de todas as famílias do mundo.
Que as jovens gerações encontrem na família
um apoio inquebrantável
que as torne sempre mais humanas
e as faça crescer na verdade e no amor.
Que o amor, fortalecido pela graça
do sacramento do Matrimónio,
seja mais forte do que todas as fraquezas
e do que todas as crises conhecidas
às vezes pelas nossas famílias.
Enfim, pedimos-te
por intercessão da Sagrada Família de Nazaré,
que em todas as nações da Terra,
a Igreja possa cumprir com fruto a sua missão
na família e pela família. Tu, que és a Vida, a Verdade e o Amor,
na unidade do Filho e do Espírito Santo. Amen.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Novena da Imaculada Conceição - 3.º dia

       O terceiro dia da Novena coincidiu com o primeiro Domingo do Advento e o Pe. Jorge Henrique escolheu como tema para a pregação precisamente o tempo do Advento.
       Como habitualmente quando a novena encontra o Domingo, a celebração começou com a exposição/adoração do Santíssimo Sacramento, rezando-se o terço, seguindo-se com uma leitura Leitura do Evangelho de São Mateus (1, 18-25) com o quadro do nascimento de Jesus. Depois da proclamação do Evangelho, a pregação.
       O Advento é tempo de preparação para o Natal, com diversas figuras que nos ajudam a refletir, Isaías, João Batista, o Anjo, Maria e José.
       Se nos fixarmos na figura de Maria, padroeira desta comunidade de Tabuaço, vemos como Ela se prepara para acolher Jesus. Como qualquer mulher que se econtre grávida, também Maria prepara o ambiente para acolher Jesus, não apenas ajeitando um espaço, mas preparando-se interior, espiritualmente. E como é que nos preparamos espiritualmente? Pela oração diligente. Certamente pela escuta da Palavra, acolhimento da vontade de Deus, prática do bem. Maria faz dilatar a Palavra que cresce no Seu ventre, no seu coração e na Sua vida.
       Também a nós nos é pedido que preparemos a vinda de Jesus, pela oração, pela escuta e reflexão da Palavra de Deus, pela prática do bem, fazendo com que a Palavra de Deus cresça em nós, para depois nos tornarmos testemunhas desta Boa Notícia da salvação.

Compromisso dos Acólitos 2013

       Durante a NOVENA de preparação para a Festa da Padroeira, a Imaculada Conceição, o Compromisso dos Acólitos, dos que fazem parte e dos novos que integram o Grupo para ajudar, mais de perto, a solenização das celebrações litúrgicas, sobetudo a Eucaristia.
        Este ano o Compromisso foi firmado no segundo dia de novena, no sábado, dia 30 de novembro. Ficam algumas imagens deste momento importante (sobretudo) para a Mariana, a Margarida, o Guilherme, A Daniela Sofia, a Daniela Gonçalves e a Sofia Silva, e para toda a comunidade paroquial.
 Para outros fotos visitar a página da Paróquia de Tabuaço no facebook
ou o nosso GOOGLE +