quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ah!!! Se todo o filho pudesse ler isto...


AMADO FILHO
Espero que o dia em que este velho não seja mais o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.
E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço no atacador do meu sapato, tenhas paciência comigo e lembra-te das horas que passei ensinando-te essas mesmas coisas.
Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os teus olhinhos.
Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha.Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que tivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa...Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.
Se em algum momento quando conversarmos eu esquecer-me do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e dando-me atenção e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.
E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar...Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar com as tuas perninhas tão frágeis.
Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo.Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.
Espero que compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

TEU VELHO

O amor não é uma fantasia de conto de fadas

       "... aprendemos que a felicidade se constrói, não se recebe, que o amor não é uma fantasia de conto de fadas, mas a entrega absoluta à arte de erguer, na comunhão das nossas energias, a felicidade de muitos por mais tempo do que o tempo efémero dos que foram felizes para sempre...

MOITA FLORES, Mataram o Sidónio! Casa das Letras: 2010.

... na Escola de Santa Eufémia

       A escola, que breve se inicia por todo o país, é lugar e tempo de aprendizagem. Cada vez mais importante, também na escola, são as pessoas, mais do que os livros, mais do que a transmissão de conhecimentos, mais que todo o desenvolvimento intelectual.
       Não são apenas professores e alunos, mas pessoas que inter-agem, que ensinam e aprendem, e que comunicam a sua vida. E aos professores, juntam-se pais, funcionários, e todo o ambiente circundante.
       Quantas vezes ouvimos o Papa João Paulo II, e agora Bento XVI, a dizer-nos para aprendermos na Escola de Jesus, na Escola de Maria, na Escola dos Pastorinhos de Fátima?! E então, por que não frequentar a Escola de Santa Eufémia! Nesta escola apreendemos uma vida de fidelidade a Jesus Cristo, ao Evangelho, à Igreja...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Amar os inimigos

“Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem,  para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus”.
(Mt 5, 44 e 45)
Se queremos ser discípulos de Jesus e filhos do Pai que está nos céus temos que aprender a amar nossos inimigos. Essa é uma das exigências fundamentais do Evangelho.
O inimigo não é um amigo diferente, mas inimigo mesmo. Portanto, é preciso tomar cuidado. O que não podemos é nos tornarmos iguais a ele, deixando que sentimentos de vingança, ódio, raiva, ressentimentos e mágoas povoem o nosso coração. Isso roubaria a nossa paz de filhos de Deus.
Não dá para amar o inimigo sem orar por ele, pois a força de perdoar dessa maneira vem primeiramente de Deus, com o qual nos pomos em contato pela oração. Amar somente àqueles que nos amam é tarefa fácil, qualquer ateu faz isso... De nós, seus discípulos, Jesus espera que superemos as fronteiras habituais dos relacionamentos, fazendo como faz o Pai Celestial, que manda o sol e a chuva para bons e maus, justos e injustos. Isso nos faz mesmo filhos de Deus! Isso, de fato, nos traz a paz!

- Luiz Carlos do Nascimento -

Uma alma

No mundo encontramos, durante a nossa existência, muitas pessoas,
conhecemos a dor, a alegria, a tristeza, a felicidade...
Enfim inúmeros sentimentos e, na maioria das vezes,
estes são relacionados a pessoas
e as suas atitudes ou comportamentos.
A nossa vida é um constante arco-íris
e suas cores simbolizam cada momento que vivemos e passamos.
Nem sempre a amplidão do azul é constante,
porém os nossos olhos nunca deixam de ver
o verde da esperança e o amarelo do sol,
porque o calor e o brilho partem do interior
das pessoas que exalam a sua pureza e bondade
onde quer que estejam, onde quer que andem.
Nunca deixes que essa luz se apague,
pois a mesma ainda percorrerá grandes caminhos
e dá muitas alegrias e felicidades...

Padre António Vieira e o nascimento de Maria

Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina,
dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde;
aos pobres,
dirão que nasce para Senhora dos Remédios;
aos desamparados,
dirão que nasce para Senhora do Amparo;
aos desconsolados,
dirão que nasce para Senhora da Consolação;
aos tristes,
dirão que nasce para Senhora dos Prazeres;
aos desesperados,
dirão que nasce para Senhora da Esperança;
os cegos
dirão que nasce para Senhora da Luz;
os discordes:
para Senhora da Paz;
os desencaminhados:
para Senhora da Guia;
os cativos:
para Senhora do Livramento;
os cercados:
para Senhora da Vitória.
Dirão os pleiteantes
que nasce para Senhora do Bom Despacho;
os navegantes:
para Senhora da Boa Viagem;
os temerosos da sua fortuna:
para Senhora do Bom Sucesso;
os desconfiados da vida:
para Senhora da Boa Morte;
os pecadores todos:
para Senhora da Graça;
e todos os seus devotos:
para Senhora da Glória.

E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus”.

Padre Antonio Vieira, in 33catolico a serviço da Igreja.

Nomeações de Párocos na Diocese de Lamego

       No que ao Arciprestado de Tabuaço diz directamente respeito, a dispensa do Pe. Frederico e a nomeação do Pe. Marcos Alvim, e o alargar da equipa e do espaço pastoral do Pe. Amadeu, pároco do  Pereiro, uma das paróquias de Tabuaço, e este ano Pregador na Festa de Pinheiros, em honra de Santa Eufémia e Santa Bárbara:
  • P. Frederico dos Anjos Martins, dispensado, a seu pedido, da paroquialidade de Valença do Douro e Desejosa, no Arciprestado de Tabuaço, e de Casais do Douro e Sarzedinho, no Arciprestado de S. João da Pesqueira, e nomeado pároco de Melcões, no Arciprestado de Lamego.
  • Pe. Marcos José Alvim Magalhães, nomeado Pároco de Valença do Douro e Desejosa, no Arciprestado de Tabuaço, prosseguindo os estudos de Licenciatura em Música e continuando a assegurar a Educação Musical no Seminário de Lamego e a preparar o Coro da Catedral, em colaboração com o P. Rui Morais Botelho.
  • Pe. Amadeu Costa e Castro (Moderador) e P. José Filipe Mendes Pereira, nomeados Párocos in solidum de Castanheiro do Sul, Espinhosa, Nagoselo, Pereiro, S. João da Pesqueira, Soutelo, Trevões e Várzea de Trevões, no Arciprestado de S. João da Pesqueira.

       Notícias e vídeos sobre o Pe. Marcos Alvim: clique aqui! As outras nomeações: Diocese de Lamego.

Natividade de Nossa Senhora

Nota Histórica:
       A vinda do Filho de Deus à terra, foi preparada, pouco a pouco, ao longo dos séculos, através de pessoas e acontecimentos. Entre as pessoas escolhidas por Deus para colaborarem no Seu projecto de salvação, houve uma, à qual foi confiada uma missão única: Maria, chamada a ser a Mãe do Salvador e cumulada, por isso, de todas as graças necessárias ao cumprimento dessa missão.
       O nascimento de Maria foi, portanto, motivo de esperança para o mundo inteiro: anunciava já o de Jesus. Era a autora da salvação a despontar; «Ela vem ao mundo e com Ela o mundo é renovado. Ela nasce e a Igreja reveste-se da sua beleza». (Liturgia bizantina).
       Felicitando a Mãe do Salvador, no dia do Seu aniversário natalício, peçamos a graça de à Sua semelhança, colaborarmos, generosamente, na salvação do mundo.
(Domenico Ghirlandaio, Cappella Tornabuoni, Santa Maria Novella, Florença)

Oração (de colecta):
       Dai, Senhor, aos vossos servos o dom da graça celeste e fazei que a festa do nascimento da bem-aventurada Virgem Maria, cuja maternidade divina foi o princípio da nossa salvação, aumente em nós a unidade e a paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A felicidade é um combate

       "A felicidade é um combate, uma necessidade que exige trabalho, que nos põe à prova, que nos desafia, que se contrói e desconstrói, que se exalta, fervilha e logo desaparece, como se fosse um suspiro. Descobri, afinal, que amar não é a entrega egoísta ao outro. Ninguém é feliz no egoísmo. Ninguém ama uma só pessoa, uma só paisagem, uma só árvore. É grande o espaço que sobra para o sofrimento..."

MOITA FLORES, Mataram o Sidónio! Casa das Letras: 2010.

Início da Novena em honra de Santa Eufémia

       Inicia-se hoje a novena em honra de Santa Eufémia, na paróquia de Pinheiros (Tabuaço).
       É a última e a mais concorrida das festas populares no Concelho. Traz romeiros das várias freguesias de Tabuaço, mas também de Armamar e de Moimenta da Beira. O que acontece ao longo de todo o ano, no cumprimento de promessas por intercessão de Santa Eufémia, nestes dias acentua-se.
       Neste primeiro dia de novena, e seguindo o Evangelho proclamado na Santa Missa, acentuar-se-á o chamamento de Santa Eufémia, o ambiente familiar e social em que nasceu e cresceu e como se desenvolveu o seu ardor pela vivência do Evangelho e pela fidelidade a Jesus Cristo e à Igreja.
       Embora nos separem muitos séculos de Santa Eufémia, a sua coragem e a sua entrega a Jesus Cristo são um desafio à nosso compromisso baptismal. Também nós somos chamados a testemunha o amor que recebemos de Jesus Cristo.

Escolheu DOZE entre os discípulos

       Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus. Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos: Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Depois desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia. Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças (Lc 6, 12-19).
       Antes de qualquer grande acontecimento, Jesus surge em oração. São muitos os momentos em que o Mestre Se retira para rezar. Os evangelistas monstram-n'O sobretudo em momentos decisivos. O próprio Jesus sublinhará a grande intimidade com Deus Pai, uma intimidade constante. Embora a vida de Jesus seja oração, Ele não deixa de dedicar momentos específicos à mesma.
       Depois da oração, o chmamento dos discípulos.
       É também na oração que nós nos tornamos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mistérios do Criador...

O Sofrimento tem uma virtude

       "O sofrimento tem uma virtude. Ensina-nos a saborear os momentos mais felizes, ensina-nos a procurar a felicidade, afastando-nos dele. Ninguém quer sofrer, todos os homens e mulheres aspiram à felicidade. Ninguém quer sobreviver apenas à tragédia e à mágoa. O nosso pranto perante a morte daqueles que amámos não é suficiente para que a felicidade possa ser o outro lado do sofrimento. Assim como o amor não é o inverso do ódio, nem a paz a parte contrária da guerra..."

Francisco MOITA FLORES, Mataram o Sidónio! Casa das Letras: 2010.

domingo, 5 de setembro de 2010

Adeus ...


A 5 de Setembro de 1997, o coração de Madre Teresa de Calcutá deu o último suspiro. Passados quase treze anos, a obra que a «santa das sarjetas» ergueu continua viva e o seu sorriso perdurará. Esta data ficará na história do século XX. Durante a sua vida, ela simbolizava o amor aos mais carenciados. Aquela frágil mulher tinha uma força inesgotável e colocava em prática as palavras do Evangelho: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39).

Com o final do milénio à porta desapareceu a mulher que se entregou aos «mais pobres dos pobres» e deixou muitos corações desamparados. Uma paragem cardíaca, depois de várias pneumonias e crises de malária, «levaram» Madre Teresa. Viveu com o coração, o coração a matou. A humanidade perdeu alguém que, por nada ter nem poder, tinha toda a autoridade porque ninguém conseguia dizer não a um pedido que ela formulasse.
Calcutá chorou, provavelmente, como nenhuma outra cidade do mundo, a morte desta mulher que escolheu a gigantesca metrópole indiana para viver toda uma vida ao serviço daqueles que não tinham ninguém. “Era uma verdadeira santa admirada por todos os indianos, independentemente da sua religião” – sublinhavam os habitantes de Calcutá.
A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.
Madre Teresa de Calcutá

Eis-me aqui

sábado, 4 de setembro de 2010

XXIII Domingo Tempo Comum - 5 de Setembro

       1 - Ser cristão não é uma capa que se coloca sobre a pessoa, implica-nos 24 horas por dias. Não é uma roupa que vestimos quando nos convém ou quando vamos à Missa, ou ao domingo. Não, somos cristãos em toda e qualquer situação, com as nossas qualidades e com as nossas insuficiências, com o bem que fazemos e com os pecados que cometemos.
       No cristão, a sua identidade há-de confundir-se com todo o seu ser. Pelo baptismo, tornamo-nos novas criaturas, pela água e sobretudo pelo Espírito Santo; enxertados em/com Cristo, formamos um só Corpo, em que Ele é a Cabeça e nós os membros; inseridos na comunidade crente, formamos a Igreja, Corpo de Cristo, em todo o tempo e em todas as circunstâncias.
       No Evangelho deste domingo Jesus diz claramente a condição para ser discípulo: "Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo".
       Não há volta a dar: Deus em primeiro lugar, Deus em todos os recantos da nossa vida. Não é menosprezar outras dimensões da nossa vida, é enquadrá-las na relação com Deus.

       2 - "Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios, se Vós não lhe dais a sabedoria e não lhe enviais o vosso Espírito Santo? Deste modo foi corrigido o procedimento dos que estão na terra, os homens aprenderam as coisas que Vos agradam e pela sabedoria foram salvos" (Primeira Leitura).
       Os desígnios de Deus são insondáveis, mas Ele próprio vem ao nosso encontro, pelos profetas, e na plenitude dos tempos, por Jesus Cristo, o Seu Filho Unigénito, dando-nos a conhecer o Seu plano salvador, o Seu amor por nós. Entrega-nos Jesus Cristo, para n’Ele sermos redimidos de todo o pecado e podermos ser aquilo que somos, imagem de Deus, filhos bem-amados.
       É também nesta lógica que nos tornamos cristãos, seguidores de Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres, o Bom Pastor que nos conduz, o nosso Guia e Senhor.
       Podemos por vezes não discernir claramente qual é a vontade de Deus a nosso respeito, mas não deveremos cessar de procurar, deixando-nos envolver pelo Seu Santo Espírito, que ilumina a nossa inteligência e fortalece a nossa vontade para o bem.

       3 - Ser cristão, num primeiro momento, pode ser entendido como exigência, mas é sobretudo uma OPÇÃO de vida, por Deus e pelo outros, um CAMINHO que percorremos, em e com Jesus Cristo, um COMPROMISSO alegre em darmos o melhor de nós mesmos para que o mundo descubra a LUZ de Cristo.
       Seguir Jesus Cristo não é algo de sobrenatural, mas algo de muito humano e concreto. Aliás, Jesus Cristo vem até nós, da parte de Deus, como verdadeiro Homem, assumindo em tudo a nossa humanidade, a nossa finitude, vivendo humanamente, dizendo-nos que deveríamos como ser humanos. Entre nós não carrega a grandeza de Deus, mas revela grandeza da nossa filiação, da nossa humanidade.
       A este respeito, vejamos a recomendação do Apóstolo a Filémon, na Segunda Leitura, "Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo, a fim de o recuperares para sempre, não já como escravo, mas muito melhor do que escravo: como irmão muito querido. É isto que ele é para mim e muito mais para ti, não só pela natureza, mas também aos olhos do Senhor. Se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio".
       Aos olhos de Deus todos somos irmãos, filhos, discípulos bem-amados. Respiramos o que somos: seguidores de Jesus Cristo, a cada instante da nossa vida, na bonança ou na adversidade, em todas as ocasiões. Não é uma questão de apetite, é uma vocação permanente.
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Textos para a Eucaristia (ano C): Sab 9, 13-19; Flm 9b-10.12-17; Lc 14, 25-33

Laetare - ao Teu sopro

       Os Prémios Kerygma da Música Católica galardoaram a banda «Laetare» como Prémio Revelação 2009, para destacar como um grupo promissor.
       Noticia a Agência Ecclesia, que Laetare "é uma banda portuguesa constituída a partir das actividades de um grupo de catequese da paróquia da Reboleira, diocese de Lisboa. Começaram por ajudar na animação musical das eucaristias e depois surgiu o desafio de criar um tema original para participar no festival vicarial da canção cristã.
       A banda é constituída por 2 elementos: Clara Raimundo (Voz) e Pedro Marques (Guitarra, Voz)".
       Há poucas semanas editaram o seu primeiro CD com 11 composições, Ao Teu Sopro. Uma melodia agradável, que nos ajuda a elevar o espírito, com uma forte mensagem cristão. Vale mesmo a pena escutar, meditar, rezar, louvar a Deus.
       Depois de termos sugerido o tema "Caminhar (Onde o Amor me levar)", por ocasião do Festival Jota, sugerimos agora Madalena, tema colocado na plataforma do Youtube, pela Canção Nova:
       O Cd "Ao Teu sopro" tem a chancela das Edições Salesianas.
       Para mais informações sobre esta banda, poderá consultar a sua página no MySpace.

Já estais saciados, já sois ricos!

       Pois quem te considera superior aos demais? Que possuis que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te orgulhas, como se não o tivesses recebido? Já estais saciados, já estais ricos! Sem nós vos tornastes reis! Quem dera que vos tivésseis tornado reis, para nós reinarmos também convosco! Na verdade, parece-me que Deus nos expôs a nós, os Apóstolos, no último lugar, como homens condenados à morte, porque nos tornámos espectáculo para o mundo, para os Anjos e para os homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, vós sábios em Cristo; nós somos fracos, vós sois fortes; vós sois honrados, nós desprezados (1 Cor 4, 6b-15).
       A delicadeza, a intensidade e a clareza de São Paulo, ao dirigir-se à comunidade de Corinto, são testemunho de proximidade, de preocupação e de zelo pela vivência do Evangelho. Num primeiro momento vimos como ele sublinha as qualidades dos coríntios e a evolução na fé, esperança e caridade. A seguir, manifesta cuidados para com alguns sinais de divisão.
       Acentuar-se-á a primazia de Cristo em deterimento dos líderes das comunidades. Paulo, Apolo, Pedro, são instrumento ao serviço da Palavra de Deus. Devem ser ouvidos, mas o seguimento refere-se sempre a Deus e todos, cada qual segundo a sua missão e os seus talentos, contribuem para a edificação do Reino de Deus.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O nosso centro: Jesus Cristo!

       1 – O nosso CENTRO é Jesus Cristo.
(editorial redigido em vésperas da bênção do Centro Paroquial).
       Um centro é naturalmente um espaço vital, aglutinador. A comunidade paroquial deve rever constantemente o seu ponto de apoio, para recentrar o seu olhar em Jesus Cristo. Toda a oração, toda a pregação e toda a actividade pastoral deve partir de Jesus Cristo e para Ele se orientar.
       Recentemente, o Papa Bento XVI vincava que a Igreja, antes de se pregar a si, deverá pregar Jesus Cristo.
       “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 21). Questionemo-nos, pessoal e comunitariamente, sobre o nosso tesouro.
       Neste sentido, importa salientar que a paróquia, a vida comunitária, não se situa à volta de uma pessoa determinada e/ou um grupo, mas à volta de Jesus. As pessoas, como os grupos, estão. Jesus é. As pessoas e os grupos passam. Jesus permanece. É Ele, Deus connosco, que sustenta a nossa fé, forma e enforma a comunidade.

       2 – Vamos lá. Mas qual o meu papel, ou o nosso papel? Deixamos as marcas dos nossos talentos, ou deixamos os sinais das nossas insuficiências?
       Somos a voz, os braços, os pés, o olhar de Jesus Cristo para o nosso semelhante e para o nosso tempo. Jesus é o centro, d’Ele partimos para irradiar o seu amor, o seu perdão, a sua sabedoria. O mundo precisa de cada um de nós. Deus quer precisar de nós. O que fazemos com os dons que Ele nos dá?

       3 – A comunidade paroquial, a Igreja local, é, deve ser sempre, sacramento de Deus, lugar de vivências e de procuras, de descobertas e de encontros, para acolher Jesus Cristo e para O dar a conhecer ao mundo.
       Cada baptizado, cada um de nós, insere-se na comunidade. O Baptismo identifica-nos em Cristo. Integramo-nos numa comunidade crente, que procura traduzir para o quotidiano a mensagem do Evangelho. Deus chama-nos em povo, para em povo caminharmos.
       A comunidade, por sua vez, é esta rede de pessoas e de grupos que se co-responsabilizam para anunciar Jesus, para O dar a conhecer.

       4 – É por esta razão de força maior, que a Igreja, e em particular a paróquia, não é uma pessoa. Ou melhor é uma pessoa: JESUS CRISTO.
       Abandonámos há muito a concepção piramidal, o padre e depois o povo, para voltarmos à concepção inicial do Povo de Deus, em que pessoas várias desempenham diferentes ministérios, cada qual com a sua especificidade, mas todos importantes e necessários, partilhando os dons e as responsabilidades.
       Em grupo, fazemos a experiência de comunhão que nos vem da comunhão Maior que é Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Não em grupos fechados, mas abertos ao Espírito de Cristo, como que em espiral englobando outros grupos e acolhendo outras pessoas… até Jesus Cristo!

Editorial Voz Jovem, n.º 97, Abril 2008

São Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja

       Gregório Magno nascem em 540, em Roma, numa família aristocrata, filho de Gordiaus e de Santa Sílvia. Foi senador e perfeito da cidade eterna. Cerca do ano 575, entra num mosteiro. E ele próprio faz da sua casa, no monte Célio, o mosteiro de Santo André, e fundou outros seis mosteiros em terras da família, na Sicília. Diácono e embaixador do Papa em Constantinopla.
       Foi eleito Bispo de Roma e, consequentemente, Papa da Igreja, a 3 de Setembro de 590.
       Preparou um grupo de missionários para evangelizar a Inglaterra, de onde saiu o primeiro Bispo de Cantuária. Deixou uma extensa obra de reflexão, sermões, comentários à Bíblia. É também responsável pela divulgação do canto que ficou com o seu nome, canto gregoriano.
       Morreu a 12 de Março de 604.

Oração (de colecta):
       Deus eterno e omnipotente, que velais pelo vosso povo com infinita misericórdia e o governais com inefável amor, por intercessão do papa São Gregório Magno, concedei o espírito de sabedoria àqueles que escolhestes como mestres e guias da Igreja, para que o progresso dos fiéis seja a alegria eterna dos seus pastores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Santa Doroteia


Nascida em Cesareia da Capadócia no Século III, Santa Doroteia teve seus pais martirizados. Em sua liberdade e formação herdada principalmente dos pais, Doroteia escolheu viver sua juventude na castidade perfeita (virgindade consagrada), em jejum e com muita oração, atraindo desta maneira a afeição daqueles que eram testemunhas de sua humildade, doçura e prudência.

Doroteia foi uma das primeiras vítimas do governador Fabrício, que recebeu ordens imperiais para exterminar a religião cristã. Após um interrogatório, que não a fez renunciar a Jesus, ela continuava cheia de alegria, e dizia: "Tenho pressa de chegar junto de Jesus, meu Senhor, que chamou para si os meus pais".

Teófilo, um advogado, em tom de brincadeira, disse para Doroteia que enviasse do jardim de seu esposo frutos ou rosas, e Doroteia, levando a sério, disse que se ele acreditasse em Deus ela faria o que ele havia pedido.

Aconteceu que antes dela morrer, pediu uns instantes para rezar, chamou um menino de seis anos e entregou-lhe o lenço com o qual havia enxugado o rosto a fim de que chegasse para o advogado Teófilo.

O menino entregou o lenço, justamente na hora em que Doroteia foi decapitada (no ano de 304) e Teófilo entendeu a mensagem de Cristo, e de perseguidor dos cristãos, converteu-se pelo testemunho e intercessão da santa mártir aceitando livremente morrer decapitado por causa do nome de Jesus.

Santa Doroteia, rogai por nós!

VIDA: um choque com a eternidade

no Funeral de D. José Tomaz Nunes
       «Na homilia, o Cardeal Patriarca lembrou o momento em que, há 12 anos, impôs as mãos sobre D. Tomaz Nunes para o ordenar bispo.
       Nesse dia, disse D. José Policarpo, “estivemos nesta igreja, com tantos ou mais bispos do que hoje, com o clero de Lisboa cheio de alegria”.
       Logo a seguir, “o senhor D. Tomaz foi daqui para o hospital, para fazer uma intervenção cirúrgica que o médico não queria atrasar nem 24 horas. E o Senhor deu-lhe ainda estes anos de saúde e de jovialidade ao serviço da Igreja”.
       O Cardeal Patriarca evocou o momento em que se deparou com a morte do bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.
       “Ontem, quando entrei no quarto do senhor D. Tomaz e vi o seu corpo sem vida, não senti que a vida é um choque com o futuro, mas senti muito profundamente que é um choque com a eternidade, violento, surpreendente e inesperado”, disse o prelado.
       “Jesus – prosseguiu – tinha-nos avisado. Mas nós esquecemos com tanta facilidade esse aviso tantas vezes repetido: ‘Virei quando menos se espera’.”
       Para D. José Policarpo, “a morte é, sob o ponto de vista humano, a mais radical experiência de solidão, mesmo que os outros estejam à nossa volta, e só Deus a pode vencer".
       “O senhor D. Tomaz morreu sozinho e nós estávamos lá, perto dele. Mas ele não pôde sentir o calor da nossa amizade naquele momento difícil”, lembrou o Cardeal Patriarca.
       Referindo-se à experiência da morte e à sua relação com a vida, D. José Policarpo sublinhou que o “choque com a eternidade será libertador se o experimentarmos permanentemente com Jesus ressuscitado”.
       “Jesus Cristo, na sua Páscoa, surge como essa experiência fundamental de humanidade que encerra a sua única verdadeira esperança, que é mitigar esse choque com a eternidade e fazer dele um encontro jubiloso”, referiu.
       “A experiência ao longo dos séculos deixa-nos clareiras de esperança para acreditarmos que esse é um momento de grande júbilo", afirmou o prelado, que no entanto advertiu: “Ai daqueles que nesse momento derradeiro negam o encontro com Deus.”
       Sobre a urna fechada de D. Tomaz Silva Nunes foi deposta a sua mitra e um evangeliário (livro com textos bíblicos do Evangelho proclamados nas missas), aberto ao centro.
       D. Tomaz da Silva Nunes faleceu esta Quarta feira devido a um enfarte agudo do miocárdio, segundo apurou a Agência ECCLESIA junto do Patriarcado de Lisboa».

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Oração a Nossa Senhora dos Desamparados

Ó Mãe Amabilíssima, vós que sois a Saúde dos Enfermos, Medianeira de todas as Graças, Consoladora dos Aflitos, olhai por todos nós, vossos filhos, que a vós recorremos.
Ó querida Rainha, Nossa Senhora dos Desamparados, atendei às súplicas dos que clamam por vossa intercessão.
Fazei com que sejamos acolhidos no Coração misericordioso do vosso Filho Jesus. Protegei aqueles que padecem nesta vida, sem trabalho, sem alimento, sem moradia.

Mãe dos desamparados, olhai por aqueles que estão afastados do convívio social, que sofrem de doenças mentais, que vivem em abrigos ou asilos.

Enfim, piedosa Virgem, cobri com vosso manto de proteção a todos nós, vossos filhos desamparados, guiando-nos durante as nossas vidas até ver-nos a salvo no céu, bendizendo o vosso nome. Amém.

Morreu Bispo Auxiliar de Lisboa

D. Tomaz Barbosa da Silva Nunes,
       bispo auxiliar de Lisboa, faleceu durante a noite desta Quarta-feira, 1 de Setembro, confirmou o Patriarcado de Lisboa à Agência ECCLESIA.
       D. Tomaz Nunes nasceu em Lisboa a 3 de Dezembro de 1942.
       O prelado era licenciado em Ciências Geofísicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, era também Mestre em Ciências da Educação pela mesma Universidade, especializando-se em Administração e Gestão Escolar.
       Ordenado presbítero em Novembro de 1973, D. Tomaz foi assistente adjunto em Lisboa da Liga Operária Católica (LOC), em 1977, passando, a partir de Janeiro de 1981, a assistente diocesano, cargo que exerceu até 1998. Durante nove anos foi também assistente da Juventude Operária Católica (JOC).
       Desde 1989, era director do Secretariado Diocesano do Ensino Religioso.
       O prelado foi assistente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, leccionando no Curso de Licenciatura em Ciências Religiosas.
       Em Março de 1998, foi nomeado Bispo Titular de Elvas e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa. A ordenação episcopal decorreu em Maio, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, na paróquia a que pertencia.
       Durante seis anos foi Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, eleito em 13 de Abril de 1999 e reconduzido em 11 de Abril de 2002.
       Desde 2005 era Vigário-Geral e Moderador da Cúria do Patriarcado de Lisboa.
       Durante os últimos anos foi o intermediário com o Governo para a Educação Cristã nas Escolas, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.
       Era presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e vogal da Comissão da Pastoral Social.

Santa Beatriz da Silva, Virgem


Oração (de Colecta):
       Senhor nosso Deus, que fizestes resplandecer na virgem Santa Beatriz o altíssimo dom da contemplação e a adornastes com a singular devoção à Imaculada Conceição da Virgem Maria, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, busquemos na terra a verdadeira sabedoria para merecermos contemplar no Céu a glória do vosso rosto. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.