segunda-feira, 22 de outubro de 2018

São JOÃO PAULO II, Papa

Nota biográfica
      Karol Józef Wojtyła nasceu a 18 de maio de 1920, no lugar de Wadowice, na Polónia. O mais novo de três irmãos. Filho de Karol Wojtyła e Emilia Kaczorowska. A sua mãe morreu em 1929. O seu irmão mais velho, (médico) morreu em 1932 e o seu pai (suboficial do exército) em 1941. A sua irmã, Olga, morreu antes dele nascer.
       Foi batizado por Franciszek Zak, em 20 de junho de 1920 na Igreja paroquial de Wadowice; aos 9 anos fez a Primeira Comunhão. Aos 18, recebeu o Sacramento da Confirmação.
       Em 1938 matriculou-se na Universidade Jagellónica de Cracóvia e numa escola de teatro.
       Com a ocupação nazi, e com o encerramento da Universidade, em 1939, começou a trabalhar numa pedreira e logo numa fábrica de químicos, para ganhar a vida e evitar ser deportado para a Alemanha.
       A partir de 1942, ao sentir a vocação para o sacerdócio, começou a formação do seminário clandestino de Cracóvia, dirigido pelo Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Adam Stefan Sapieha. Ao mesmo tempo, foi um dos promotores da "Teatro Rapsódico", também clandestino. 
       Após a Segunda Guerra Mundial, continuou seus estudos no Seminário Maior de Cracóvia, e na Faculdade de Teologia da Universidade Jagiellonian, até à sua ordenação sacerdotal em Cracóvia em 1 de novembro de 1946 pelo Arcebispo Sapieha. Seguiram-se estudos em Roma, onde, sob a direção do dominicano francês Garrigou-Lagrange, se doutorou, em 1948, em teologia, com uma tese sobre o tema da fé nas obras de São João da Cruz. Naquele período, durante as férias, exerceu o seu ministério pastoral entre os imigrantes polacos da França, Bélgica e Holanda. 
       Em 1948, regressou à Polónia e foi vigário de diversas paróquias de Cracóvia, bem como capelão universitário até 1951, retomando os estudos filosóficos e teológicos. Em 1953, apresentou, na Universidade Católica de Lublin, uma tese sobre "Avaliação da possibilidade de fundar uma ética católica sobre o sistema ético de Max Scheler". Tornou-se, então, professor de Teologia Moral e Ética Social no Seminário Maior de Cracóvia e na Faculdade de Teologia de Lublin.
       Em 4 de julho de 1958, foi nomeado, pelo Papa Pio XII, Bispo titular de Olmi e auxiliar de Cracóvia. Recebeu a Ordenação Episcopal em 28 de setembro de 1958, na Catedral de Wawel (Cracóvia) pelo arcebispo Eugeniusz Baziak. 
       Em 13 de janeiro de 1964, foi nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI, que o fez cardeal 26 de junho de 1967, com o título de São César em Palatio. 
       Além de participar do Concílio Vaticano II (1962-1965), com uma contribuição importante para a elaboração da Constituição Gaudium et spes, o Cardeal Wojtyla participou em todas as assembleias do Sínodo dos Bispos, antes de seu pontificado.
       Depois da morte prematura do papa João Paulo I, os Cardeais elegeram-no Papa, o 263.º, em 16 de outubro de 1978, escolhendo o nome de João Paulo II, e começou o seu pontificado petrino no dia 22 de outubro, data em que agora se celebra a Sua memória litúrgica.
       Foi um dos pontificados mais longos, durou quase 27 anos.
       Distinguiu-se pela extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo. Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canónico para a Igreja latina e oriental, a criação das Jornadas Mundiais da Juventude, reflexão sobre a família e sobre o corpo humano, sobre o trabalho e a dignidade da mulher... 
       Outros marcos no seu pontificado: promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso, encontro de oração em Assis pela paz, com membros de outras religiões; grande Jubileu do Ano 2000 do nascimento de Jesus Cristo; Ano da Redenção; Ano Mariano; Ano da Eucaristia; proclamou Santa Teresa do Menino Jesus como Doutora da Igreja, além dos muitos santos e beatos elevados aos altares.
       Documentos principais: 14 Encíclicas; 15 Exortações Apostólicas; 11 Constituições Apostólicas e 45 Cartas Apostólicas.
       A título mais pessoal, publicou 5 livros: Atravessando o Limiar da Esperança (outubro de 1994); Dom e Mistério - 50.º aniversário da ordenação sacerdotal (novembro de 1996); Tríptico romano - Meditações, livro de poesias (março de 2003); Levantai-vos, vamos (maio de 2004), e Memória e Identidade (fevereiro de 2005).
       Morreu piedosamente, em Roma, a 2 de Abril de 2005, na Vigília do II Domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia.
       No dia 8 de abril, a celebração da Exéquias, sob a presidência do Cardeal Joseph Ratzinger, conhecido como Seu braço direito e que viria a ser Seu sucessor, como Papa Bento XVI. Mais de três milhões de pessoas que passaram junto do Seu corpo, para prestar uma última homenagem.
       Bento XVI, a 28 de abril, poucos dias de assumir o pontificado petrino, dispensou os 5 anos de espera depois da morte para se abrir o processo de beatificação e canonização, causa aberta em 28 de junho de 2005, pelo Cardeal Camillo Ruini, Vigário-Geral para a Diocese de Roma.
       Foi beatificado em 1 de maio de 2011, pelo Papa Bento XVI, e canonizado conjuntamente com o Papa João XXIII, em 27 de abril de 2014, pelo Papa Francisco. A concelebrar esteve o Papa Emérito Bento XVI.

Oração de coleta:
Deus, rico de misericórdia, que colocastes o papa João Paulo II à frente da vossa Igreja, fazei que, instruídos pelos seus ensinamentos, abramos confiadamente os nossos corações à graça salvadora de Cristo, único salvador do mundo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
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Página Oficial da Santa Sé, Vaticano (seguimos a versão em castelhano)

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